Voltei, e com o Rei!

Quase depois de um ano, estou de volta a meu Blog. Às vezes é importante dar uma parada. E , eu parei. Parei de escrever para não chutar o balde com um monte de gente.

A vida neste planeta é fogo!!! Tem horas que me dá uma saudade de Simiromba, meu Planeta de origem. Isto aqui fica muito cansativo. Ter de ouvir de um tanto de gente que “o meu problema é viver feliz da vida!”  Meu problema, não! Pode ser o problema dos outros!!! Agora, eu estou seguindo o meu caminho.

Aliás, eu vinha vindo pela vida, tropecei  com um monte de gente de dezembro de 2009 pra cá que são uma espécie de meus  anjos da guarda . De lá pra cá, a necessidade de me manter na linha tem sido cada vez pior, para a neura dos desajustados. Ser certo neste nosso País é muito mais difícil do que fazer merda! Fazer merda virou sinônimo de normalidade, enquanto ética virou sinônimo de babaquice.

Mas, como diria meu amigo Luiz Alves, fotógrafo do bem, “ o mal do malandro é achar que todo mundo é otário!” É ruim, heim?

Depois de desfilar  pela vida em carro alegórico desde dezembro de 2009, portanto, há 10 meses, ter mudado o lay out, e garantido um feed back sensacional, reencontrei meu lado espiritual soltinho soltinho, mas antenado. Com sede de saber. E tô sabendo. Vivendo e aprendendo ... A parar de Jogar! The game is over! E a vida is open! Rsrs!

E está tão open, que no sábado o Rei Roberto Carlos comemorou seus 50 anos de carreira, em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson!!  E eu estava lá,graças a minha cunhada e o genro dela que me convidaram para festa. E em cadeira de pista, pertinho do RC e sua banda RC9 que estava mais para RC30, com a base e cordas da Orquestra de São Paulo.

Foram tantas Emoções!!!! Chorei, pulei, cantei. Dei graças a Nossa Senhora, em comunhão com uma platéia linda de umas 15 mil pessoas. Produção impecável do Marcelo Piano. Show de bola!!!

Apesar do calor, o Nilson Nelson era pura harmonia. Problema no som? Só o Rei percebeu. Mas pediu o conserto imediato para continuar o concerto para seus súditos. E a festa rolou por uma hora e meia de muita emoção.

Deve ter sido uma loucura selecionar o repertório do show. A platéia cantou tudo. O maestro Eduardo Lage e o próprio Roberto regeram o coral. Simplesmente LINDOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

Essa história toda valeu!!! Meu irmão não gosta do Rei, e eu fui no lugar dele com a cunhada. E pirei. Eu tenho só um aninho a mais do que o Rei. Eu de idade e ele de carreira.

Nasci, cresci e estou vivendo ouvindo Roberto Carlos.Ótimo!!! Aliás, se eu casar de novo, entro na Igreja com uma música dele EU PRECISO DE VOCÊ. Não estava no show dos 50, mas está no meu show de 51 de vida!

“Eu preciso de você,

Porque tudo que eu pensei,

Que pudesse desfrutar da vida,

Sem você não sei.

Meu amanhecer é lindo,

Se você comigo está,

Tudo é muito mais bonito

No sorriso que você me dá.

Eu preciso de você

Porque tudo que eu andei

Procurando pela vida

Agora eu Sei.

Que andei sabendo que

Em Algum lugar te encontraria

Pois você já era meu

E eu sabia.

Como a abelha necessita de uma flor,

Eu preciso de você e deste amor,

Como a Terra necessita

O Sol e a Chuva

Eu te preciso

E não vivo um só minuto sem você.

Eu preciso de você

Porque em toda a minha vida

Nem por um momento amei alguém assim.

 Você é tudo é muito mais

Do que eu sonhei pra mim

E é por isso que eu preciso de você."

Acho que este alguém existe mesmo. O Rei sabe de tudo.

Beijos e Voltei.

Brasília, 19 de outubro de 2009

MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA OLHARES SOBRE A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Alô amigos!!!

É sempre muito bom fazer um novo trabalho.

Melhor ainda quando este trabalho é um sucesso.

Mais ainda , quando alerta as pessoas de um assunto que ninguém quer falar sobre ele.

Nossa MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA OLHARES SOBRE A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES tem lotado diariamente todas as sessões em todos os cinemas onde acontece no Rio de Janeiro.

Os debates têm emocionado cineastas, platéias e organizadores.

É maravilhoso!!!

Quero na oportunidade agradecer ao nosso time que foi simplesmente o máximo!!!

Em especial a Bianca De  Felippes, Isabelle Cabral, Milca Luna, Neide Castanha, Carmen Silveira e Mariangela Sedrez. Esta mulherada que topou organizar isto tudo em apenas um mês.

Vocês são geniais. Ainda bem que o País tem gente como vocês: íntegras, humanas, sensíveis e muito ternas em meio a uma loucura e um assunto extremamente pesado.

Vocês são leves. Poéticas.

E um muito obrigada a todos que nos ajudaram a conseguir colocar de pé este evento e abrir a boca contra a EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

Visitem nosso site www.mostraolhares.com.br

E hoje estamos no GLOBO http://www.linktv.com.br/arquivos/387/impressos/p201223.pdf 

Beijo imenso

A ELOÁ MORREU E O GOVERNO PAULISTA PEDE DESCULPAS

Não queria falar neste assunto, mas...

Eloá, a menina de 15 anos que passou quase 80 horas em cárcere privado em São Paulo, embaixo da mira do revolver do ex-namorado, morreu!

A família, enlouquecida, claro, resolveu doar os órgãos da menina para salvar outras vidas.

Que mundo louco!!!!

Gente nobre, tomando porrada de um lado e dando "porrada" de outro, mostrando que é possível ser legal, mesmo quando nada, nem ninguém conseguem ser legais com a gente.

E somos obrigados a assistir pela TV e nos sites da internet, o Governo de São Paulo pedindo desculpas a família de Eloá pela merda que fizeram.

É... Vamos continuar tomando pé na bunda ainda durante quanto tempo?

Vamos acordar e devolver, nas urnas, a porrada que eles nos dão todos os dias. Vem aí o segundo turno!!!

VOTA BRASIL!!!

O CAOS DO MUNDO NA ORDEM DE DRICA MORAES

É muito bom entrar na sala do CCBB –Brasília para a sessão de A ORDEM DO MUNDO, espetáculo sobre o caos da humanidade de Patrícia Melo, com direção de Aderbal Freire Filho e interpretado por Drica Moraes. De quinta a domingo, quem estiver em Brasília, até o próximo dia 26 de outubro, pode chegar que o caos é seu.

A ORDEM DO MUNDO é um retrato do mundo sem esperanças, mas ao mesmo tempo pontuado pela interpretação de Drica, que materializa em seu corpo a dramaturgia do espetáculo criado pelo trio Aderbal-Patricia- Drica.

É uma verdadeira maratona e ao mesmo tempo um concerto musical, operístico. Cheio de alto e baixos, exercícios que só uma grande atriz madura é capaz de fazer. Poucas mulheres têm, condições de fazer 4 espetáculos (monólogos) por semana. Homens fazem isso. Mulheres não. Mas Drica é macho paca, no bom sentido, e não economiza a voz, apesar de estar usando microfone numa pequena sala de espetáculo como o CCBB.

Ela é visceral, como sempre foi. Mesmo na TV. No Teatro então...

O espetáculo é crítico, desesperançado talvez, mas manda uma mensagem final que o sonho é a saída. E é.

Caos é caos. Sonho te leva para outro canto.

Frases lapidares partem de Drica: "um homem pode aceitar tudo em uma mulher: que ela seja, mais inteligente, ganhe mais, tudo. Só não pode aceitar que a mulher seja mais alta que ele”. E completa: “Da mesma maneira que uma mulher pode aceitar tudo em relação a outra mulher, que ela seja mais inteligente, mais competente, mais qualquer coisa, nunca que a outra tenha 10 kg a menos ou 10 anos a menos”.

É verdade...

“Quando se está de salto, uma mulher é poderosa”. Conferi isto esta semana, ao lado de minha sócia, ao entrar num super-salto numa reunião num gabinete em um ministério em Brasília. É a pura verdade. As pessoas te atendem melhor e você ganha uma personalidade extra.

Experimente, pricipalmente quando a auto-estima estiver de férias. Vai ser bárbaro!

Mas, mais bárbaro ainda é ter em Brasília por quatro semanas, temporada como no Rio e São Paulo, um espetáculo que coloca a gente pra rir, chorar e questionar o mundo. A  forma de vida vigente.

Os risos são ótimos, muitas vezes, mas são nervosos a maior parte do tempo.

Em uma hora e 10 minutos, Drica garante olhos vidrados no palco e críticas ao mundo masculino, ao mundo social e não poupa nem a auto –crítica feminina.

Vale conferir.

No CCBB =De quinta a sábado às 21 horas, e aos domingos às 20 horas, com ingressos a R4 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia) clientes do Banco do Brasil pagam meia. Recomendável para maiores de 12 anos. Corra que na terça abre a venda para toda a semana às 9 da manhã. E só resta uma semana. O espetáculo termina dia 26 de outubro.

 

PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!

 

Caramba!!! O mundo tá muito doido!

Depois de mais de 70 horas de cárcere privado, Lindemberg, um garoto de 21 anos que nunca fez mal a uma mosca, e surtou de repente, por que a namorada de 15, lhe deu o fora, saiu ileso de um conflito em Santo André entre a polícia e ele, né?

Sua ex-namorada, Eloá, não teve a mesma sorte. Esta em coma com uma bala alojada na cabeça e a outra, que atingiu a virilha, foi retirada pelos médicos. A amiga, que depois de ter saído do cativeiro, resolveu voltar, segundo os oficiais do GATE –Grupo de Ações Táticas especiais de São Paulo, tomou um tiro no rosto, na altura do nariz, foi medicada e está fora de perigo.

Peraí! Que país é este, em que uma adolescente de apenas 15 anos resolve voltar para uma área de conflito, totalmente cercada pela Polícia Especial e volta e ainda por cima, assume a condição de seqüestrada novamente e ninguém impede. Nenhum adulto impede!!!!

O que é isso minha gente!!!

Agora estão dizendo que a mãe da menina deixou. Deixou?

Se deixou, a Polícia não devia ter deixado. Estava ali para garantir a integridade das pessoas. Das adolescentes. Ou não???

Realmente não dá pra entender.

Não quero entender!

Não pretendo entender!

Se o Estado não sabe o seu papel na sociedade não sou eu que vou explicar.

Mas reclamar eu vou.

Enquanto houver voz eu canto. Já dizia Belchior.

Eu vou mais longe. Grito , mesmo!!!!

QUE PAÍS É ESSE!!!

QUE PAÍS É ESSE!!!

DE OLHO NA EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Estou coordenando esta MOSTRA junto com MILCA LUNA e sob a curadoria de BIANCA DE FELIPPES e ISABELLE CABRAL.

Todas sob a batuta de NEIDE CASTANHA, coordenadora do CECRIA, e CARMEN SILVEIRA, subsecretária dos Direitos da Criança e Adolescentes, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Isto acontece no Rio de Janeiro durante o III CONGRESSO MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES www.iiicongressomundial.com.br

A logomarca foi desenvolvida pelo Ézio da Mr Brain, de Brasília.

DIA DAS CRIANÇAS! MINHA NOSSA SENHORA!!!!

Pelo amor de Deus!

Preciso fazer um pedido hoje: não deixem suas crianças morrerem. Por mais que o mundo queira lhe obrigar a isto. Não acredite em adultos descrentes, poderosos e importantes. Daqueles bem sucedidos, de terno e gravata, sem sorriso nos lábios e olhinhos brilhantes.

Não acreditem naqueles que apostam na Bolsa. Porquê? Por que ela e eles não são confiáveis: caem à toa.

Não acreditem em quem leva a vida muito a sério, porque a vida é de brincadeira sim. E quem achar o contrário, vai ter de me provar, muito bem provado, com Certidão passada em Cartório do Céu e assinado embaixo Deus. E com firma reconhecida. Vinícius que me perdoe, mas a frase dele estava errada para os adultos vigentes. Eles interpretaram errado. Eu sei o que Vininha queria dizer, porque aquele foi criança sempre. Morreu de infância.

Prometam, portanto, hoje, Dia de Nossa Senhora Aparecida, mãe de Jesus, e também Dia da Criança, que serão Crianças eternamente. Não passarão dos doze anos. Este é o máximo permitido, isto se já não apresentar seqüelas de adolescência. Aquelas censuras, medos e frescuras que a turminha inventa que é legal e a gente faz só pra ser aceito pela galera.

Não seja aceito. Aceite-se. Seja criança e viva bem. Espreguice de manhã, estique-se. Alongar é coisa de adulto.  Cante, dance, pule. Esconda-se. Fique quieto e deixe o mundo te achar. Eles é que têm que te achar. Você sabe muito bem onde está. Afinal, você está exatamente onde você quer. Né?

Libere o ser de outro planeta que existe em você. Aquele que todo mundo acha doido. Só tome cuidado  pra ninguém te internar. Tenha seu próprio psiquiatra, também doido e bem criança que nem você. Porque ele tem a chave do hospício e não vai botar nem deixar ninguém botar você lá dentro.

Seja doido mesmo, com toda a lucidez possível. “Meu delírio é a experiência com coisas reais”, já dizia Belchior lá pelos idos de 1976. E eu já tinha 12 anos naquela época. E graças a Deus que continuo tendo. Até por que, prometi certa vez aos meus sobrinhos, Rodrigo e Felipe, que a Tia Sheila não iria crescer.

Como não se deve mentir nem prometer nada para as crianças sem cumprir, estou fazendo a minha parte direitinho até hoje.

Feliz Dia das Crianças, minha Nossa Senhora!!!!!!!!!!!!!!!!! Pra todo mundooooooooooooooooooooo!!!!!!!

 

Brasil sem cultura e sem memória apaga Dulcina em seu Centenário

Tem horas que tenho a sensação de que estou enlouquecendo.

Ligo a TV e a Globo está com uma Campanha linda homenageando o Centenário de Dulcina de Moraes, narrada por Fernanda Montenegro.

Fantástica! Fala da importância de Dulcina para o Teatro Brasileiro, da abnegação de Dona Du, para criar sua FBT- Fundação Brasileira de Teatro, onde tive a honra de estudar, com Ela!!!

Uma Fernanda Montenegro muito séria diz o porquê da Homenagem.

Agora vem a loucura: abro o Correio Braziliense hoje e a FBT, escola de Dulcina, está sucumbindo. Alunos e  direção degladiando-se no que parece, ser os instantes finais de uma obra magnânima. O sonho de toda uma vida, virando pó, no CONIC.

Ninguém paga. Ninguém recebe. E os poderes públicos não percebem a importância de Dulcina. Uma mulher que passou seus mais de 80 anos dando cada minuto de sua vida para formar atores e técnicos de Teatro, que produziram a atual geração que alimenta os veículos de comunicação e as revistas “chiques” do País. Estes sim, recebem e muito, pela produção dos artistas brasileiros.

Dulcina teve tanta ou mais importância, em matéria de marketing, que qualquer Debora Seco. Não existia esta exposição toda e todo o País conhecia Dulcina de Moraes. Mas conhecia , porque ela ia até onde o povo sempre esteve: em suas casas. Fazia o que os artistas devem fazer, como diz nosso querido Milton Nascimento. Entrava na casa dos outros não pelos meios eletrônicos e sim pela presença física. Estava lá: do Oiapoque ao Chuí, literalmente. Sua companhia de Teatro era a Mídia do Momento. E ela vendia mais do que a Debora Seco vende hoje, com tanto assessor, agência, novela e fuxixo. A Du era sinistra, como diria me filha, aos 10 anos de idade.

Nunca apareceu na telinha por dinheiro ou cachê. Só sob protesto para divulgar seus últimos espetáculos com os alunos da Fundação em Brasília. Pelo Teatro. Por ele, ela sempre fez qualquer coisa. E hoje, que ironia, os dois teatros que levam seu nome, o do Rio de Janeiro, na Cinelândia, e o de Brasília, no Conic, padecem. Morrem a míngua, como Dulcina morreu: afastada dos refletores, sem o menor glamour.

Será que ninguém escuta os gemidos de Dulcina no coração do Conic? As duas últimas vezes que entrei no Teatro, em abril passado para as homenagens que os alunos fizeram a Ela, e há pouco mais de dois meses, quando um arquiteto amigo, grande especialista em Teatro, o Robson, veio dar um diagnóstico para um moribundo Dulcina, senti perfeitamente a presença dela, com aquele batom vermelho e óculos imensos, os cabelos de lado , também muito vermelhos, sentada no balcão, à direita, na primeira fila, no escuro, vendo tudo, como sempre viu. De lá...

Seu perfume, da Avon, um cheiro delicioso que só ela exalava, estava lá impregnando o Teatro dela. Mas não havia autoridades nas comemorações. Dulcina não dá mais votos. Mas deu durante muitos anos, para vários Presidentes e Governadores, políticos em geral. Era glamurosa e glamour é algo que políticos e autoridades farejam a quilômetros. Hoje,  ninguém sabe quem é Dulcina, porque vivemos num País sem memória. Sem História. Mas cheio de estórias feias, de corrupção, de falta de moral e de bons costumes. Sem Educação. E, obviamente, sem Cultura. No melhor sentido da palavra.

Tudo que nos falta hoje, Dulcina de Moraes passou para várias gerações. A última está hoje na faixa dos 40 anos e, se passou pelas mãos dela em Brasília, garanto que tem respeito por tudo que é nosso. Tem orgulho de ser brasileiro. Acredita em sonhos. Em milagres.

Como diz Dona Fernanda Montenegro, na campanha da TV Globo: “Por isso Ela continua eterna iluminando os palcos do Brasil e por isso ela merece a nossa homenagem!

Será que os dirigentes de nosso País acham isso também? Será que eles sabem quem foi Dulcina?

Com certeza não. Pois se tivessem uma vaga idéia, não deixariam a obra de nossa mestra chegar ao ponto que chegou.

Que Merda!!!!!

E esta não é a de sorte que os artistas desejam uns aos outros antes do início de cada espetáculo!

VINGANÇA DE MULHER É FOGO!!!

Minha amiga Milca Luna me mandou esta historinha ótima!!!! É legal dividir com vocês que, com certeza darão boas risadas. A não ser que já tenha passado por isso. Mas também se passou, deve ter merecido, pelo menos um pouquinho. Fala sério? rs rs.

"Ela passou o primeiro dia empacotando todos os seus pertences em caixas, engradados e malas. 

No segundo dia, os homens da transportadora levaram a mudança. 

No terceiro dia, ela se sentou pela última vez na bela mesa da sala de jantar, à luz de velas, pôs uma música suave e se deliciou com uns camarões, um pote de caviar e uma garrafa de Chardonnay. 

Quando terminou, foi a cada um dos aposentos e colocou alguns pedaços de casca de camarão, besuntados com caviar, nas cavidades dos varais das cortinas.

Depois ela limpou a cozinha e se foi. 

Quando o marido retornou com a nova namorada, tudo estava um brinco nos primeiros dias. Depois, pouco a pouco, a casa começou a feder. Eles tentaram  de tudo: limpando, lavando e arejando a casa. 

Todas as aberturas de ventilação foram verificadas à procura de possíveis ratos mortos e os tapetes foram limpos com vapor. 

Desodorantes de ar e ambiente foram pendurados em todos os lugares. A empresa de combate a insetos foi chamada para colocar gás em todos os encanamentos, durante alguns dias, tiveram de sair da casa, e no fim ainda tiveram de pagar para substituir o caríssimo carpete de lã.

Nada funcionou. 

 As pessoas pararam de visitá-Los... 

Os funcionários das empresas de consertos se recusavam a trabalhar na casa... A empregada se demitiu. 

Finalmente, eles não suportavam mais o fedor e decidiram se mudar. 

Um mês depois, apesar de terem reduzido o valor da casa ,eles não conseguiram um comprador para a casa fedorenta. 

A notícia se espalhava e nem mesmo corretores de imóveis locais retornavam as ligações. 

Finalmente, eles tiveram de fazer um empréstimo do banco para comprar uma casa nova. 

A ex-esposa ligou para o marido e perguntou como andavam as coisas. Ele disse a ela que estava de mudança, omitindo os problemas. Ela escutou pacientemente e disse que sentia muitas saudades da casa antiga e que estaria disposta a reduzir a parte que lhe caberia do acordo de separação dos bens em troca pela casa, se houvesse um acordo... 

Sabendo que a ex-mulher não tinha idéia de como estava o fedor, ele concordou com um preço que era cerca de 1/5 do que valeria a casa... Mas só, se ela assinasse os papéis naquele dia mesmo. Ela concordou e em menos de uma hora, os advogados deles entregavam os documentos. 

Uma semana depois, o homem e sua namorada assistiam, com um sorriso malicioso, os homens da mudança empacotando tudo da casa para levar para a sua linda nova casa....... incluindo os varais das cortinas... "

Indico o blog: http://rotarsitano.blog.uol.com.br - OU SE É IN OU SE É OUT

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TÁ NA HORA DA VIRADA!!!

Há pouco mais de 20 dias fiz 50 anos!!!

Nunca pude imaginar que este dia chegaria e da maneira que chegou: com calma e serenidade.

Eu, Sheila Aragão, jornalista, atriz, diretora, produtora, iluminadora de teatro, multimídia de nascença, cheguei até aqui, com os mesmos 12 anos que sempre tive.

É claro que não foi fácil. Muito pelo contrário. Tá cheio de gente querendo que a gente cresça e da pior maneira possível: jogando a ética fora, os conceitos aprendidos em criança, a nossa formação moral!!!!! NÃO!!!!!!!!!!!! Se não joguei até agora, não é agora que vou jogar uma história de glórias no lixo, por causa do luxo oferecido pelos “demoninhos” da economia-social vigente.

Foda-se esta economia!!!!!

Galeraaaaaaaaaaaaaa!!! Eu tenho história!!! Por isso, produzo TEATRO, CINEMA e o ESCAMBAU:! Lançamento de foguete é coisa fácil; pra quem viajou com BIBI IN CONCERT, o número 01, com Orquestra Sinfônica, Coral e banda, pelo Sul do País e a Capital Paulista, somando tudo, um dos públicos mais exigentes do país. Detalhe: sem qualquer problema. Ah! Fiz, Belo Horizonte e Brasília tudo isso há 15 anos. E repeti a façanha agora, na Villa-Lobos em Brasília,  só por desaforo. Pra mostrar que fazer Teatro é coisa séria. É coisa pra quem ama de verdade o tablado. E tem gente por aí, que começou agora e acha que já está amando o tal tablado (RS RS), embora nem saiba onde ele fica realmente.

Depois de uma análise fria e calculista, como fazem os pós graduados seres portadores do MBA, volto pra vida que deixei lá fora, como diria Gonzaguinha. Da mesma maneira que saí de um casamento de 12 anos com alguém que eu amava muito, só por não conseguir fazer as coisas de uma forma feliz, saio agora de uma relação de um ano e meio com pessoas que também gosto muito e volto para minha carreira solo, de onde nunca deveria ter saído. Adoro e sempre adorei andar sozinha. Definitivamente, não nasci para o casamento convencional. Sou produtora, mas acima de tudo sou artista e este bicho é fogo! Pergunte a qualquer um: produtores, atores e técnicos. Acho tudo uma grande família na qual sem um deles nada funciona. Me relaciono super bem com todos. Tenho formação circense. Se um soltar a mão, alguém pode morrer. É bem diferente de hoje, “se alguém soltar a mão, alguém vai se dar mal.”

É chegado o fim de uma etapa.  Mas toda relação vale a pena. Defendo meu ex-marido como ninguém.  Não aceito que falem mal dele, porque a relação valeu a pena. Acho que a parceria com o Luciano e o Deva valeu super a pena. Mas Teatro é a minha vida e não está dando pra dividir o que é indivisível. E eu não quero fazer outras coisas que fazíamos antes: Congressos, Mega Shows dependendo de bilheteria... Não tenho mais idade nem vontade disso. Quero a minha PAZ.

Tá na Hora da Virada, como diria mais uma vez meu mestre Gonzaguinha. Volto pra vida que deixei lá fora, confortável, com a linguagem do  meu povo de teatro e os percentuais que sempre me couberam numa produção. Desta maneira é viável pra todo mundo.

2009 está batendo à porta: Teatro. Concertos, Cinema, Infantis, muito trabalho social. Exatamente como sempre foi. Dá pra viver sem sofrer. Livre como sempre fui, sem ninguém, por mais bacana que seja, dizendo pra que lado eu devo ir.

Meu Norte quem decide sou eu.

Esta é a principal vantagem de se fazer 50 anos. Vou para onde quero, sem que ninguém diga como devo ir. Isto eu já sei. Faço do jeito certo ou incerto, mas do jeito que quero há 50 anos, e não há quem diga que não sou um “case” de sucesso.

Ah! Estou aberta a novas propostas. Já avisei ao Lucky e ao Deva.

Beijos em todos e viva a Liberdade!!!!

Sheila Aragão

 

AUTO DESPERTAR

 

Como é bom fazer Teatro. Produzir Teatro. Teatro com letra maiúscula!

Tem horas que me dá um orgulho danado de ser produtora. De poder realizar. Mostrar pra esta gente nova, que adora seus ídolos da TV e da telona do Cinema, muito mais pelo glamour e pelo poder da “pegação” e do charme que o imaginário da galera pode lançar no espaço, do que pelo o que seus ídolos fazem com a tal da Arte que eles escolheram como profissão.

Pois bem. Marcos Palmeira e Adriana Esteves. Dois desses ícones que a moçada gostaria de ser para poder “pegar” todos e todas. Lindos. Exemplo de sucesso e charme. Símbolos da atual TV.

Quer saber de uma coisa? Não é nada disso!!!!

Adriana Esteves e Marcos Palmeira. Dois atores sérios, com alma de atores. Maduros. Olho no olho. Bate bola em cima do palco como há muito tempo eu não via igual. Jovens. Mas jovens, porque serão eternamente jovens-crianças, porque acreditam no jogo lúdico do Teatro. Para ser ator de verdade, não se pode matar a criança que existe dentro de si. E esses dois têm crianças levadas, mas ao mesmo tempo comprometidas e “compromissadas” com o hoje e o amanhã.

Toda esta história aparentemente nada tem a ver com o espetáculo VIRGULINO E MARIA – AUTO DE ANGICOS. Mas tem. Tem, porque outros seres lúdicos estão envolvidos no processo. Amir Haddad. Este então nasceu, cresceu e envelheceu criança. Que criança linda!! Rebelde e consciente dos nossos problemas, dos nossos amores, das nossas dores, das nossas alegrias. Não tem medo de ser feliz!!!

Marcos Barbosa. Não te conheço pessoalmente. Mas só pelo seu empenho, pela pesquisa, pelo juramento e devoção a essas personagens, sei que é criança também.

Maria Siman, esta parceira, não tenho dúvida. É criança e das mais malucas possíveis. Seis espetáculos excelentes em cartaz neste mês de outubro de 2008. Tem de ser criança para brincar com tanta coisa ao mesmo tempo.

Paulinha... Esta é uma fofa!!! Competente. Criança de olhos brilhantes e atentos. Embora mais nova, é a irmãzinha mais velha que toma conta dos “pequenuchos” com um carinho todo especial. Ariana sim. Mas no fundo, jaz ali uma pisciana muito light.

Vitinho, que delicadeza de som. Sensibilidade de criança que sabe ouvir e procura exatamente como vai “dizer” isso aos outros.

Ricardo, este já está adolescente. Namorando muiiiiiiiiiiiiiito. Mas sem deixar de lado o tom da luz, que é tudo nesta Gruta de Angicos.

E Flávio... Pilota como ninguém seu caminhãozinho pelo país e ainda arruma as pecinhas no palco para armar o brinquedo para todos brincarem nesta grande brincadeira.

É... Isto é Lampião e Maria Bonita.

Um casal que nasce através de Esteves e Palmeiras. Brotam no palco como mandacaru. Forte, que mesmo sem água resiste a todas intempéries.

É lindo ver Teatro de verdade em cena. Um texto simples e verdadeiro, como aquele que acontece em milhões de lares todos os dias. Eu disse lares. Porque este casal tinha um Lar. O Cangaço era um Lar. Onde se discutia a Relação. Rolava uma DR. É mole???

Quem diria, heim? Lampião e Maria discutiam a relação. É claro que discutiam. Eram Gente de carne e osso, tinham medos. Coração bom!!! E a gente descobre esses dois personagens da nossa história sempre tratados como do MAL, com seus códigos de ética, com seu lado do BEM.

Tudo isto só é possível graças a vocês dois: Adriana e Marquinhos. Corajosos atores, que poderiam ganhar seu dinheiro de forma mais fácil, mas não. Preferiram ser Atores de Verdade. Investir em Teatro, texto, e muiiiiiiiiiiiito trabalho.

Cada “falta” de marca do Amir é uma grande marca de vocês. Que relação absoluta é essa que as marcas mudam a cada dia? É a relação de duas pessoas vivas, que todos os dias discutem, no mesmo cenário, mas mudam de lugar, pois conhecem o espaço como ninguém. Vocês estão em casa. Não tenham medo de nada. Teatros grandes. Teatros pequenos. Vocês dão conta. Este espetáculo não é Deus, mas é para Sempre.

Muito Obrigada.

Brasília, 27 de setembro de 2008

 

 

Sheila Aragão

 

Bibi enCanta

Texto do programa do espetáculo comemorativo dos 25 anos da primeira apresentação de PIAF, com Bibi Ferreira.

Há 67 anos Bibi Ferreira subia ao palco, oficialmente, pela primeira vez, ao lado do pai o grande Procópio Ferreira. O espetáculo, “LA LOCANDIEIRA” , de Goldoni.  A personagem, Mirandolina. E Bibi brilhou!
“ Vendo Bibi Ferreira estrear ao lado de seu pai, desejo que o Brasil compreenda e dê o devido apreço a esse fato extraordinário. A mesma geração que assistiu ao advento de Procópio tem a alegria de saudar na filha a continuação do renome do grande artista. Ela aparece completa , num papel de difícil interpretação e o faz com tanta simplicidade, perfeição e graça, que se diria estar ali não uma aprendiz mas uma mestra, com longa experiência da cena.”
Austregésilo Athayde (Diário da Noite)
“ Raríssimas criaturas no teatro triunfaram com a rapidez de Bibi. Triunfou no mesmo dia, na mesma hora, no mesmo minuto em que pisou em cena. Foi realmente uma noite inesquecível, aquela de 28 de fevereiro deste ano em que ela estreou no Serrador.”
Viriato Correa (Amanhã)
Estas são apenas duas das mais variadas críticas que lançaram Bibi ao estrelato no dia de sua estréia. Nomes como os imortais Austregésilo de Athayde e Viriato Correa deram a chancela a Bibi, que realmente mostrou a que veio. Veio para brilhar. Nascia ali a maior artista brasileira de todos os tempos.
Completa: canta, dança, representa, dirige, ilumina. Conhece as técnicas e meandros do palco como ninguém. E faz tudo muito bem. Com a humildade de quem começa a cada dia. Aos 87 anos ela é mais uma vez PIAF, em cena, na Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional de Brasília, à frente da Orquestra Filarmônica e de um Coral de alunos da Escola de Música, preparado pela professora Myrlla Muniz, todos sob a regência do maestro Nelson Melim, que há 25 anos, juntamente com Bibi criou o espetáculo PIAF, sob direção do mestre Flávio Rangel, que deu a Bibi todos os prêmios da crítica nacional e várias honras internacionais, inclusive a de mérito da França. E olhem que Bibi resolveu mexer com o maior mito da França: Edith Piaf.
A peça , da inglesa Pam Gems, não foi sucesso em nenhum teatro do mundo. Só no Brasil, onde Bibi arrebatou platéias durante 4 anos ininterruptos, lotando todos os lugares por onde se apresentava. O Palácio do Anhembi, em São Paulo, teve noite memorável com 4 mil pessoas brigando por um lugar na récita.
Bibi, que já era uma campeã dos musicais, partiu daí para os grandes concertos.
A inspiração foi a própria PIAF. Na inauguração da Praça Paris, no Rio de Janeiro, com Orquestra e Coral nasceu BIBI CANTA E CONTA PIAF, que excursionou pelo país de 95 a 97. Em 99, Bibi retoma o espetáculo e segue para apresentações em Paris onde é ovacionada pelos franceses e em especial por músicos que compunham para Edith Piaf.
Voltando no tempo, em 1990, BIBI resolve comemorar seu Jubileu de Ouro (50 anos de carreira) com musical ousado: BIBI IN CONCERT. Estréia no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com a Sinfônica e o Coral de Minas Gerais, sob a regência do maestro Dino Nuggent Cole, para uma única apresentação. O IN CONCERT é um passeio pela carreira de Bibi, que acabou deixando a produtora de grandes concertos internacionais, Miriam Dousberg, com água na boca. Miriam convidou Bibi a fazer o espetáculo com a Orquestra e o Coral do Teatro Guaíra, de Curitiba, no Paraná, com a base de piano, baixo e bateria, levados por Bibi. E BIBI IN CONCERT é novamente um sucesso.
Bibi então resolveu montar seu BIBI IN CONCERT no Rio de Janeiro. Juntou as economias e produziu o espetáculo para apenas 5 récitas no Teatro João Caetano. Com apoio da TV Globo, que gravou um especial de final de ano, sob direção de Augusto Cesar Vanucci, com uma orquestra formada pelos melhores músicos do Rio, oriundos da Sinfônica Brasileira, da Sinfônica da Petrobrás, da Sinfônica Nacional  e do Teatro Municipal, e um coral que reunia grandes nomes de solistas líricos basileiros como Ruth Staerk e Paulo Fortes, sob regência do Maestro Henrique Morellembaum, o show estreou lotado os 5 dias, e acabou prorrogando a temporada, ganhou patrocínio e ficou em cartaz por mais de 3 anos, no Rio, São Paulo e tournê pelo Sul e pelo Nordeste do País.
Graças aos Deuses do Teatro eu estive lá com Bibi em todos os momentos do IN CONCERT e em vários memoráveis de PIAF, inclusive na Praça Paris, onde nasceu este CANTA E CONTA PIAF. Iluminei, Produzi e acima de tudo Aprendi muito ou quase tudo que sei sobre a arte de representar e o respeito pelo tablado sagrado do palco.
Vieram em seguida, Bibi IN CONCERT II e III e outro grande momento da carreira de Bibi:  AMÁLIA RODRIGUES. Da mesma maneira que PIAF, Bibi parecia encarnar Amália, a deusa do fado português.
Mais uma vez mexia com um mito e foi ovacionada pelo púbico lusitano.
Bibi tem o poder de encantar platéias.
Agora, Bibi dá de presente ao público um único BIBI CANTA  PIAF  25 ANOS, com a Orquestra Filarmônica de Brasília, que o GDF nos ajudou a arregimentar,  e Coral de Alunos da Escola de Música.  Algo imperdível que a grande dama do teatro brasileiro mostra para a Capital Federal, com o patrocínio cultural da CAIXA.
Obrigada a todos que ajudaram a tornar este sonho possível, aos meus sócios Luciano Girade e Deva Ferreira, e principalmente a você BIBI por estarmos juntas novamente 15 anos após o IN CONCERT neste mesmo palco.

Sheila Aragão
Protutora e Atriz

TEATRO EM DEBATE NO SENADO FEDERAL

Meu depoimento na Comissão de Educação e Cultura do Senado:

Muito bom dia a todos. Quero agradecer o convite da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO , CULTURA E ESPORTE E DA SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE CINEMA, TEATRO, MÚSICA E COMUNICAÇÃO SOCIAL. Dizer que tenho um enorme prazer de estar aqui ao lado da Tânia Farias, Roberto Nascimento, Nicete Bruno, Bianca de Fellipes e Paulo Pélico para debater o FAZER TEATRAL. E agradecer aos senadores CRISTOVAM BUARQUE ,  ROSALBA CIARLINI, JORGE DUQUE, MARISA SERRANO E AO SECRETÁRIO DA COMISSÃO JÚLIO LINHARES por abrirem este espaço para ouvir o que temos a dizer sobre a PRODUÇÃO TEATRAL no país.

Eu sou meio carioca meio brasiliense. Há dois anos voltei para Brasília, e hoje, não tenho o menor problema em dizer que juntamente com meus dois sócios, LUCIANO GIRADE e DEVA FERREIRA, somos os responsáveis pelas maiores produções realizadas no TEATRO NACIONAL DE BRASÍLIA, com o objetivo de colocar a Capital Federal novamente na rota dos espetáculos de sucesso de público e crítica do Eixo Rio-São Paulo, a preços acessíveis. E temos conseguido. Graças a várias parcerias. Nenhuma ainda através da LEI ROUANET.

Mas também, nosso objetivo é produzir em Brasília com artistas e técnicos de Brasília e levar a produção daqui para fora. E vamos começar, com um espetáculo trazendo no elenco dois atores da cidade formados por Dulcina de Moraes, na década de 80, ANDRÉ AMARO e FERNANDA PELOSI, numa adaptação do clássico de Ibsen, A DAMA DO MAR, com o qual fomos contemplados com R$ 12 mil no EDITAL DA CAIXA de 2007/2008.

Dito isso, eu gostaria de fazer uma retrospectiva, porque sou apaixonada por história. E porque sinto muito que nosso país, não guarde a sete chaves a nossa memória.

Desde 2004 a questão do Teatro Brasileiro vem sendo discutida no Senado. Em 2005 a classe teatral se mobilizou e entregou um documento a esta Comissão. Em 2007, o nosso companheiro de mesa hoje Paulo Pélico defendia aqui nesta comissão a necessidade de uma agência nacional, aos moldes da ANCINE, do cinema, para tratar especificamente do nosso TEATRO.

Finalmente, estamos debatendo um Projeto de lei que cria a Secretaria Nacional de Teatro e institui mecanismos de fomento para a atividade teatral.

Independente de qualquer discussão, uma coisa é clara: todos que estão aqui nesta mesa hoje defendem o TEATRO BRASILEIRO. Fazemos TEATRO. Respiramos TEATRO todos os dias de nossas vidas. Queremos que o fazer teatral seja mais confortável, pois não basta ser prazeroso. Tem que dar o sustento de nossas famílias e de todos os envolvidos numa produção.

Eu me sinto muito confortável em dizer que sou totalmente favorável a criação da SECRETARIA NACIONAL DE TEATRO, como um embrião da AGÊNCIA NACIONAL DE TEATRO.

A ausência de uma célula única para o teatro no Ministério da Cultura é uma regressão. O TEATRO já foi mais respeitado, mais bem tratado pelo Estado. Já tivemos o SERVIÇO NACIONAL DE TEATRO, que foi encampado por um novo órgão o INSTITUTO NACIONAL DE ARTES CÊNICAS, que juntava o SERVIÇO NACIONAL DE DANÇA, o SERVIÇO NACIONAL DE ÕPERA e o SERVIÇO NACIONAL DE CIRCO. Até que tudo foi extinto e ficamos apenas com a FUNARTE , que hoje não representa a identidade de nenhuma das artes cênicas e menos ainda a do TEATRO BRASILEIRO.

Eu sou uma carioca bem brasiliense. Uma jornalista muito artista, pois nasci praticamente dentro de um teatro. Meu bisavô foi porteiro e depois administrador do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Cresci assistindo os grandes atores representarem nos espetáculos hoje considerados mega-produções: MY FAIR LADY,  HELLÔ DOLLY, O HOMEM DE LA MANCHA; GOTA D´ÁGUA. Vi Bibi Ferreira e Paulo Autran a primeira vez com 3 anos de idade. Aliás, com a mesma idade em que pisei no palco pela primeira vez, dirigida por uma educadora dona Elza Campos, dona de um coleginho que ousava montar espetáculos no palco do Clube Municipal da Tijuca, também no Rio de Janeiro.

Faço parte de uma geração que aprendeu Teatro no Colégio e na hora que gostou mesmo do negócio já estava fazendo há muito tempo, no Colégio. E foi aqui em Brasília, no Colégio Pré-Universitário que aprendi a produzir, a fazer teatro. PRODUÇÃO. Com Dimer Monteiro, Medinha, ao lado de grandes como Iara Piatricovsky, Geraldinho Vieira, Guilherme Reis, no Teatro do CARMO, na 912 Sul.

Com esta bagagem voltei ao Rio onde fiz o início da Faculdade de Comunicação na UFRJ e acompanhei de perto a regulamentação da profissão de artista, quando uma das mais importantes pessoas da minha vida, a atriz VANDA LACERDA, uma tia que ganhei de presente de uma amiga de faculdade e com quem eu morei,  batalhou dentro deste Congresso Nacional para tornar legítimo o direito do trabalhador de teatro. E só conseguiu fazê-lo através da união da categoria, de todos, sem distinção entre amadores ou profissionais. Todos estavam nesta luta, BIBI, DULCINA, NICETE, PAULO GOULART, TONIA, LÉLIA ABRAMO, OTHON BASTOS, os amadores de Pernambuco e Curitiba. Quem vivia de teatro passava a ser profissional de teatro. Mas se quisesse continuar amador, podia continuar sendo.

Uma coisa não excluía a outra, como lembrou bem na última audiência publica desta Comissão, a querida Irene Ravache.

E nessa história toda, terminei a Faculdade de Comunicação em Brasília, no CEUB, virei Jornalista, e editora do Segundo Caderno do Correio Braziliense, onde acompanhei muito de perto e ativamente a história política do teatro brasileiro e suas lutas aqui em Brasília. Mas não foi só o chamado teatrão do eixo-Rio–São Paulo que teve espaço garantido na imprensa naquela época. Briguei, junto com muitos da cidade, por um teatro candango. O saudoso Ary Pararraios, nosso mestre B. de Paiva, aqui presente, o genial Hugo Rodas, o louco Pingo; Fernandão; Fernando Guimarães, Ricardo Torres, Miquéias Paz e sua mímica que virou uma logomarca nacional das Diretas Já, Alexandre Ribondi, João Antônio, Humberto Pedrancini,  Murilo Echart, Aluísio Batata, André Amaro; a maravilhosa Dulcina de Moraes. Todos, centenas de artistas verdadeiramente brasilienses, porque deram seu suor para fazer nascer o TEATRO com a cara da CAPITAL FEDERAL. Todos brigaram por este TEATRO, que tinha um espaço, e agora está reduzindo.

Quantas salas acabaram aqui: ALUISIO BATATA e ALUÍSIO MAGALHÃES, no Centro de Convenções. O TEATRO DA ABO; O GALPÃO e O GALPÃOZINHO; todos fechados. O TEATRO NACIONAL SALA VILLA-LOBOS E MARTINS PENNA, ambos sendo deteriorados. O DULCINA acabando.

Apesar dos pesares, BRASÍLIA está no mapa na produção TEATRAL e é beneficiada em EDITAIS DA PETROBRÁS, DA CAIXA, DA ELETROBRÁS, DO BANCO DO BRASIL, porque tem história e bons trabalhos, olhem o CENA CONTEMPORÂNEA, do Guilherme Reis, fazendo 20 anos!!! O TEATRO CANDANGO começa a ter algum incentivo através da LEI ROUANET  e coloca no mapa grupos como OS MELHORES DO MUNDO; o G7;  os IRMÃOS GUIMARÃES, e o maravilhoso HUGO RODAS.

A LEI ROUANET não é a melhor do mundo, mas como dizia uma de suas criadoras, outra grande educadora e amiga do TEATRO BRASILEIRO, nossa saudosa PROFESSORA ICILDA RAMOS, é o que podemos fazer para garantir o pouco que a ARTE merece.

É muito louco, porque estamos aqui brigando para garantir migalhas. O incentivo fiscal destinado ao TEATRO BRASILEIRO representa nada em relação aos outros incentivos fiscais que são distribuídos pelo País. E não pensem se abrirmos mão desse incentivo, desta migalha, não vão aparecer outros produtores querendo e lutando de verdade por isso. O que nos difere dos produtores de tecido,  de componentes de informática; de soja? Também plantamos sonhos, plantamos a “ vida do país, a identidade, o afeto” , como bem falou nosso queridíssimo Amir Haddad na última audiência pública aqui nesta comissão em final de abril. Nós plantamos mais do que papel–jornal, que recebe um dos maiores incentivos fiscais do país. Porque o TEATRO BRASILEIRO não pode ser beneficiado com isso, sem ter culpa? Porque essa culpa de quem faz TEATRO tem que ser miserável. Viver com pires pedindo sempre, começando sempre, a cada nova produção?

Porque essa discussão de que o investimento é maior no Sul e no Sudeste?

Porque é obvio, a produção é maior nessas regiões. Qualquer mapa ou gráfico que explique a distribuição dos benefícios fiscais de determinada atividade, vai privilegiar as regiões onde a produção é maior.

Então, amigos, temos de somar. Juntar as forças. Garantir mecanismos para todos que fazem TEATRO NO PAÍS. Os amadores e produtores não benecifiados hoje, que não dispõem de estrutura para buscar os incentivos da LEI ROUANET, ou que não são contemplados por empresas da sua região, têm de ser incentivados pelo próprio Ministério, através do FUNDO DE CULTURA.

O problema  hoje é de gestão.

E nada melhor que as decisões do TEATRO BRASILEIRO  fiquem nas mãos de um colegiado escolhido pela categoria, com produtores de todas as regiões, representantes de todos os tipos de TEATRO.

Por isso, mais uma vez, reafirmo que sou favorável a criação de uma SECRETARIA NACIONAL DE TEATRO, que represente todos nós, que tenha a cara do TEATRO BRASILEIRO com toda a sua multiplicidade, com todas as suas máscaras.

E que o TEATRO volte a ser o grande parceiro da EDUCAÇÃO. Que seja o CONTADOR da nossa HISTÓRIA. Resgate a nossa MEMÓRIA. Só assim formaremos platéia

Obrigada.

Brasília, 28 de maio de 2008

 Sheila Aragão, representante da produção teatral na Capital Federal.

Proposta de Secretaria do Teatro é criticada por representante do governo em audiência pública

COMISSÕES / Educação
28/05/2008 - 14h34

 

A proposta de criação de uma Secretaria Nacional do Teatro, apoiada por produtores teatrais durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (28), não deverá ter o apoio do governo. A iniciativa foi criticada pelo secretário de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura, Roberto Nascimento, durante o debate promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e pela Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social, vinculada à CE.

A criação da secretaria é um dos principais pontos do projeto de uma Lei Geral do Teatro, que deverá ser apresentado nos próximos dias pelo presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), com o apoio de outros integrantes da CE. O texto estabelece ainda a concessão, até 2018, de incentivos fiscais para o patrocínio de obras teatrais cujos projetos tenham sido previamente aprovados pela secretaria proposta.

- O governo não tem intenção de enfraquecer o teatro, mas é preciso ressaltar a incapacidade do atual modelo para promover a redução das desigualdades regionais. Os termos colocados para o financiamento do setor no projeto reproduzem as regras da Lei Rouanet. E acreditamos ser necessário fortalecer os órgãos já existentes - disse Nascimento, em uma referência à Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Segundo números apresentados pelo secretário, foram solicitados, em 2007, R$ 7 bilhões em incentivos fiscais para toda a área de cultura, dos quais R$ 3,1 bilhões foram aprovados. Entre os recursos aprovados, R$ 600 milhões eram destinados às artes cênicas - que, além do teatro, incluem ópera, dança e circo. Para demonstrar a concentração do setor, Nascimento indicou que 79% dos recursos para as artes cênicas foram direcionados às Regiões Sul e Sudeste.

Traçando um paralelo com a indústria aeronáutica, em resposta a Nascimento, o diretor-secretário da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo, Paulo Pélico, chamou de uma "distorção injustificável" a concentração de aeroportos no Sudeste.

- Seria acertado, então, construir aeroportos internacionais no interior do Acre e no Piauí e forçar as empresas aéreas a se adaptarem à nova realidade. É o que o Ministério da Cultura tem feito em relação à Lei Rouanet - comparou Pélico, ao sugerir que a desconcentração seja feita por meio de recursos públicos do Fundo Nacional da Cultura.

A atriz e produtora cultural radicada em Brasília Sheila Aragão disse que seu principal objetivo é o de produzir teatro na capital federal e levar os espetáculos a outras partes do país. Ela defendeu, assim como Pélico, a criação da Secretaria Nacional do Teatro para que as decisões sobre o setor "fiquem nas mãos de um colegiado que tenha a cara do teatro brasileiro". O mesmo argumento em favor da secretaria foi utilizado pela produtora carioca Bianca de Fellipes, para quem a Funarte não teria capacidade de cuidar, ao mesmo tempo, dos mais variados setores culturais.

O projeto de lei foi, porém, criticado por Tânia Farias, conselheira do grupo Redemoinho - Movimento Brasileiro de Espaços de Criação, Compartilhamento e Pesquisas Teatrais. Na sua opinião, o Estado deveria criar mecanismos de financiamento direto ao teatro e "não dar aos departamentos de marketing das grandes empresas o direito de escolher onde será aplicado o dinheiro público". Por sua vez, a atriz Nicette Bruno defendeu maior união do setor e uma maior aproximação entre o teatro e as escolas.

Durante o debate, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) considerou importante a criação da secretaria e defendeu a busca de uma solução que beneficie a desconcentração dos recursos e a indústria teatral. "Tire de Nova Iorque a Broadway para ver o que acontece com a sua economia", provocou. O senador Paulo Duque (PMDB-RJ) pediu aos convidados que enviem sugestões concretas para o aperfeiçoamento do projeto. E a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) observou que, depois dos incentivos concedidos pelo governo à indústria e à agricultura, o governo deveria estimular a cultura brasileira. A audiência foi presidida por Marisa Serrano e por Cristovam Buarque.

Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

DIREITOS HUMANOS É "COISA"PRA PENSAR.

Brasília, 11 de maio de 2008

 

Recebi de um amigo, que, por sua vez, recebeu de outro amigo.

Está na hora de repensarmos os valores.

Que valores????

Ah! Que saudade que eu tenho da aurora da minha vida....

Quando ética era uma palavra menos falada e mais usada na prática.

Pensemos. Repensemos.
Valeu a carta Emerval!!!

Vamos botar este povo pra pensar.

  

DIREITOS HUMANOS

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na TV:

De mãe para mãe...

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a
transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São
Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.

Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das
dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de
outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.

Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato,
assim como vi que não
só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o
apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos
Humanos, ONGs, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.

Quero com ele fazer coro.

Enorme é a distância que me separa do meu filho.

Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que
tenho para visitá-lo.

Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto,
inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto
da família.

Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha,
para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou
estupidamente num assalto a uma video locadora, onde ele, meu filho,
trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando
e fazendo carícias
no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde
túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...

Ah! Ia me esquecendo: e mesmo ganhando pouco e sustentando a
casa, pode ficar
tranqüila, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho
queimou, lá na última rebelião da Febem.

No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum
representante destas
'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto e
talvez me indicar os meus direitos' !'

VOCE PODE NÃO CONCORDAR ENQUANTO NÃO ACONTECER COM VOCE.

Circule este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de
valores que assola o Brasil.

Direitos humanos para os que são humanos!!!

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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, ASA SUL, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, Chinese, Arte e cultura