
É muito bom entrar na sala do CCBB –Brasília para a sessão de A ORDEM DO MUNDO, espetáculo sobre o caos da humanidade de Patrícia Melo, com direção de Aderbal Freire Filho e interpretado por Drica Moraes. De quinta a domingo, quem estiver em Brasília, até o próximo dia 26 de outubro, pode chegar que o caos é seu.
A ORDEM DO MUNDO é um retrato do mundo sem esperanças, mas ao mesmo tempo pontuado pela interpretação de Drica, que materializa em seu corpo a dramaturgia do espetáculo criado pelo trio Aderbal-Patricia- Drica.
É uma verdadeira maratona e ao mesmo tempo um concerto musical, operístico. Cheio de alto e baixos, exercícios que só uma grande atriz madura é capaz de fazer. Poucas mulheres têm, condições de fazer 4 espetáculos (monólogos) por semana. Homens fazem isso. Mulheres não. Mas Drica é macho paca, no bom sentido, e não economiza a voz, apesar de estar usando microfone numa pequena sala de espetáculo como o CCBB.
Ela é visceral, como sempre foi. Mesmo na TV. No Teatro então...
O espetáculo é crítico, desesperançado talvez, mas manda uma mensagem final que o sonho é a saída. E é.
Caos é caos. Sonho te leva para outro canto.
Frases lapidares partem de Drica: "um homem pode aceitar tudo em uma mulher: que ela seja, mais inteligente, ganhe mais, tudo. Só não pode aceitar que a mulher seja mais alta que ele”. E completa: “Da mesma maneira que uma mulher pode aceitar tudo em relação a outra mulher, que ela seja mais inteligente, mais competente, mais qualquer coisa, nunca que a outra tenha 10 kg a menos ou 10 anos a menos”.
É verdade...
“Quando se está de salto, uma mulher é poderosa”. Conferi isto esta semana, ao lado de minha sócia, ao entrar num super-salto numa reunião num gabinete em um ministério em Brasília. É a pura verdade. As pessoas te atendem melhor e você ganha uma personalidade extra.
Experimente, pricipalmente quando a auto-estima estiver de férias. Vai ser bárbaro!
Mas, mais bárbaro ainda é ter em Brasília por quatro semanas, temporada como no Rio e São Paulo, um espetáculo que coloca a gente pra rir, chorar e questionar o mundo. A forma de vida vigente.
Os risos são ótimos, muitas vezes, mas são nervosos a maior parte do tempo.
Em uma hora e 10 minutos, Drica garante olhos vidrados no palco e críticas ao mundo masculino, ao mundo social e não poupa nem a auto –crítica feminina.
Vale conferir.
No CCBB =De quinta a sábado às 21 horas, e aos domingos às 20 horas, com ingressos a R4 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia) clientes do Banco do Brasil pagam meia. Recomendável para maiores de 12 anos. Corra que na terça abre a venda para toda a semana às 9 da manhã. E só resta uma semana. O espetáculo termina dia 26 de outubro.
Caramba!!! O mundo tá muito doido!
Depois de mais de 70 horas de cárcere privado, Lindemberg, um garoto de 21 anos que nunca fez mal a uma mosca, e surtou de repente, por que a namorada de 15, lhe deu o fora, saiu ileso de um conflito em Santo André entre a polícia e ele, né?
Sua ex-namorada, Eloá, não teve a mesma sorte. Esta em coma com uma bala alojada na cabeça e a outra, que atingiu a virilha, foi retirada pelos médicos. A amiga, que depois de ter saído do cativeiro, resolveu voltar, segundo os oficiais do GATE –Grupo de Ações Táticas especiais de São Paulo, tomou um tiro no rosto, na altura do nariz, foi medicada e está fora de perigo.
Peraí! Que país é este, em que uma adolescente de apenas 15 anos resolve voltar para uma área de conflito, totalmente cercada pela Polícia Especial e volta e ainda por cima, assume a condição de seqüestrada novamente e ninguém impede. Nenhum adulto impede!!!!
O que é isso minha gente!!!
Agora estão dizendo que a mãe da menina deixou. Deixou?
Se deixou, a Polícia não devia ter deixado. Estava ali para garantir a integridade das pessoas. Das adolescentes. Ou não???
Realmente não dá pra entender.
Não quero entender!
Não pretendo entender!
Se o Estado não sabe o seu papel na sociedade não sou eu que vou explicar.
Mas reclamar eu vou.
Enquanto houver voz eu canto. Já dizia Belchior.
Eu vou mais longe. Grito , mesmo!!!!
QUE PAÍS É ESSE!!!
QUE PAÍS É ESSE!!!

Estou coordenando esta MOSTRA junto com MILCA LUNA e sob a curadoria de BIANCA DE FELIPPES e ISABELLE CABRAL.
Todas sob a batuta de NEIDE CASTANHA, coordenadora do CECRIA, e CARMEN SILVEIRA, subsecretária dos Direitos da Criança e Adolescentes, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República.
Isto acontece no Rio de Janeiro durante o III CONGRESSO MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DA EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES www.iiicongressomundial.com.br
A logomarca foi desenvolvida pelo Ézio da Mr Brain, de Brasília.

Pelo amor de Deus!
Preciso fazer um pedido hoje: não deixem suas crianças morrerem. Por mais que o mundo queira lhe obrigar a isto. Não acredite em adultos descrentes, poderosos e importantes. Daqueles bem sucedidos, de terno e gravata, sem sorriso nos lábios e olhinhos brilhantes.
Não acreditem naqueles que apostam na Bolsa. Porquê? Por que ela e eles não são confiáveis: caem à toa.
Não acreditem em quem leva a vida muito a sério, porque a vida é de brincadeira sim. E quem achar o contrário, vai ter de me provar, muito bem provado, com Certidão passada em Cartório do Céu e assinado embaixo Deus. E com firma reconhecida. Vinícius que me perdoe, mas a frase dele estava errada para os adultos vigentes. Eles interpretaram errado. Eu sei o que Vininha queria dizer, porque aquele foi criança sempre. Morreu de infância.
Prometam, portanto, hoje, Dia de Nossa Senhora Aparecida, mãe de Jesus, e também Dia da Criança, que serão Crianças eternamente. Não passarão dos doze anos. Este é o máximo permitido, isto se já não apresentar seqüelas de adolescência. Aquelas censuras, medos e frescuras que a turminha inventa que é legal e a gente faz só pra ser aceito pela galera.
Não seja aceito. Aceite-se. Seja criança e viva bem. Espreguice de manhã, estique-se. Alongar é coisa de adulto. Cante, dance, pule. Esconda-se. Fique quieto e deixe o mundo te achar. Eles é que têm que te achar. Você sabe muito bem onde está. Afinal, você está exatamente onde você quer. Né?
Libere o ser de outro planeta que existe em você. Aquele que todo mundo acha doido. Só tome cuidado pra ninguém te internar. Tenha seu próprio psiquiatra, também doido e bem criança que nem você. Porque ele tem a chave do hospício e não vai botar nem deixar ninguém botar você lá dentro.
Seja doido mesmo, com toda a lucidez possível. “Meu delírio é a experiência com coisas reais”, já dizia Belchior lá pelos idos de 1976. E eu já tinha 12 anos naquela época. E graças a Deus que continuo tendo. Até por que, prometi certa vez aos meus sobrinhos, Rodrigo e Felipe, que a Tia Sheila não iria crescer.
Como não se deve mentir nem prometer nada para as crianças sem cumprir, estou fazendo a minha parte direitinho até hoje.
Feliz Dia das Crianças, minha Nossa Senhora!!!!!!!!!!!!!!!!! Pra todo mundooooooooooooooooooooo!!!!!!!


Tem horas que tenho a sensação de que estou enlouquecendo.
Ligo a TV e a Globo está com uma Campanha linda homenageando o Centenário de Dulcina de Moraes, narrada por Fernanda Montenegro.
Fantástica! Fala da importância de Dulcina para o Teatro Brasileiro, da abnegação de Dona Du, para criar sua FBT- Fundação Brasileira de Teatro, onde tive a honra de estudar, com Ela!!!
Uma Fernanda Montenegro muito séria diz o porquê da Homenagem.
Agora vem a loucura: abro o Correio Braziliense hoje e a FBT, escola de Dulcina, está sucumbindo. Alunos e direção degladiando-se no que parece, ser os instantes finais de uma obra magnânima. O sonho de toda uma vida, virando pó, no CONIC.
Ninguém paga. Ninguém recebe. E os poderes públicos não percebem a importância de Dulcina. Uma mulher que passou seus mais de 80 anos dando cada minuto de sua vida para formar atores e técnicos de Teatro, que produziram a atual geração que alimenta os veículos de comunicação e as revistas “chiques” do País. Estes sim, recebem e muito, pela produção dos artistas brasileiros.
Dulcina teve tanta ou mais importância, em matéria de marketing, que qualquer Debora Seco. Não existia esta exposição toda e todo o País conhecia Dulcina de Moraes. Mas conhecia , porque ela ia até onde o povo sempre esteve: em suas casas. Fazia o que os artistas devem fazer, como diz nosso querido Milton Nascimento. Entrava na casa dos outros não pelos meios eletrônicos e sim pela presença física. Estava lá: do Oiapoque ao Chuí, literalmente. Sua companhia de Teatro era a Mídia do Momento. E ela vendia mais do que a Debora Seco vende hoje, com tanto assessor, agência, novela e fuxixo. A Du era sinistra, como diria me filha, aos 10 anos de idade.
Nunca apareceu na telinha por dinheiro ou cachê. Só sob protesto para divulgar seus últimos espetáculos com os alunos da Fundação em Brasília. Pelo Teatro. Por ele, ela sempre fez qualquer coisa. E hoje, que ironia, os dois teatros que levam seu nome, o do Rio de Janeiro, na Cinelândia, e o de Brasília, no Conic, padecem. Morrem a míngua, como Dulcina morreu: afastada dos refletores, sem o menor glamour.
Será que ninguém escuta os gemidos de Dulcina no coração do Conic? As duas últimas vezes que entrei no Teatro, em abril passado para as homenagens que os alunos fizeram a Ela, e há pouco mais de dois meses, quando um arquiteto amigo, grande especialista em Teatro, o Robson, veio dar um diagnóstico para um moribundo Dulcina, senti perfeitamente a presença dela, com aquele batom vermelho e óculos imensos, os cabelos de lado , também muito vermelhos, sentada no balcão, à direita, na primeira fila, no escuro, vendo tudo, como sempre viu. De lá...
Seu perfume, da Avon, um cheiro delicioso que só ela exalava, estava lá impregnando o Teatro dela. Mas não havia autoridades nas comemorações. Dulcina não dá mais votos. Mas deu durante muitos anos, para vários Presidentes e Governadores, políticos em geral. Era glamurosa e glamour é algo que políticos e autoridades farejam a quilômetros. Hoje, ninguém sabe quem é Dulcina, porque vivemos num País sem memória. Sem História. Mas cheio de estórias feias, de corrupção, de falta de moral e de bons costumes. Sem Educação. E, obviamente, sem Cultura. No melhor sentido da palavra.
Tudo que nos falta hoje, Dulcina de Moraes passou para várias gerações. A última está hoje na faixa dos 40 anos e, se passou pelas mãos dela em Brasília, garanto que tem respeito por tudo que é nosso. Tem orgulho de ser brasileiro. Acredita em sonhos. Em milagres.
Como diz Dona Fernanda Montenegro, na campanha da TV Globo: “Por isso Ela continua eterna iluminando os palcos do Brasil e por isso ela merece a nossa homenagem!
Será que os dirigentes de nosso País acham isso também? Será que eles sabem quem foi Dulcina?
Com certeza não. Pois se tivessem uma vaga idéia, não deixariam a obra de nossa mestra chegar ao ponto que chegou.
Que Merda!!!!!
E esta não é a de sorte que os artistas desejam uns aos outros antes do início de cada espetáculo!
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