Minha amiga Milca Luna me mandou esta historinha ótima!!!! É legal dividir com vocês que, com certeza darão boas risadas. A não ser que já tenha passado por isso. Mas também se passou, deve ter merecido, pelo menos um pouquinho. Fala sério? rs rs.
"Ela passou o primeiro dia empacotando todos os seus pertences em caixas, engradados e malas.
No segundo dia, os homens da transportadora levaram a mudança.
No terceiro dia, ela se sentou pela última vez na bela mesa da sala de jantar, à luz de velas, pôs uma música suave e se deliciou com uns camarões, um pote de caviar e uma garrafa de Chardonnay.
Quando terminou, foi a cada um dos aposentos e colocou alguns pedaços de casca de camarão, besuntados com caviar, nas cavidades dos varais das cortinas.
Depois ela limpou a cozinha e se foi.
Quando o marido retornou com a nova namorada, tudo estava um brinco nos primeiros dias. Depois, pouco a pouco, a casa começou a feder. Eles tentaram de tudo: limpando, lavando e arejando a casa.
Todas as aberturas de ventilação foram verificadas à procura de possíveis ratos mortos e os tapetes foram limpos com vapor.
Desodorantes de ar e ambiente foram pendurados em todos os lugares. A empresa de combate a insetos foi chamada para colocar gás em todos os encanamentos, durante alguns dias, tiveram de sair da casa, e no fim ainda tiveram de pagar para substituir o caríssimo carpete de lã.
Nada funcionou.
As pessoas pararam de visitá-Los...
Os funcionários das empresas de consertos se recusavam a trabalhar na casa... A empregada se demitiu.
Finalmente, eles não suportavam mais o fedor e decidiram se mudar.
Um mês depois, apesar de terem reduzido o valor da casa ,eles não conseguiram um comprador para a casa fedorenta.
A notícia se espalhava e nem mesmo corretores de imóveis locais retornavam as ligações.
Finalmente, eles tiveram de fazer um empréstimo do banco para comprar uma casa nova.
A ex-esposa ligou para o marido e perguntou como andavam as coisas. Ele disse a ela que estava de mudança, omitindo os problemas. Ela escutou pacientemente e disse que sentia muitas saudades da casa antiga e que estaria disposta a reduzir a parte que lhe caberia do acordo de separação dos bens em troca pela casa, se houvesse um acordo...
Sabendo que a ex-mulher não tinha idéia de como estava o fedor, ele concordou com um preço que era cerca de 1/5 do que valeria a casa... Mas só, se ela assinasse os papéis naquele dia mesmo. Ela concordou e em menos de uma hora, os advogados deles entregavam os documentos.
Uma semana depois, o homem e sua namorada assistiam, com um sorriso malicioso, os homens da mudança empacotando tudo da casa para levar para a sua linda nova casa....... incluindo os varais das cortinas... "
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Há pouco mais de 20 dias fiz 50 anos!!!
Nunca pude imaginar que este dia chegaria e da maneira que chegou: com calma e serenidade.
Eu, Sheila Aragão, jornalista, atriz, diretora, produtora, iluminadora de teatro, multimídia de nascença, cheguei até aqui, com os mesmos 12 anos que sempre tive.
É claro que não foi fácil. Muito pelo contrário. Tá cheio de gente querendo que a gente cresça e da pior maneira possível: jogando a ética fora, os conceitos aprendidos em criança, a nossa formação moral!!!!! NÃO!!!!!!!!!!!! Se não joguei até agora, não é agora que vou jogar uma história de glórias no lixo, por causa do luxo oferecido pelos “demoninhos” da economia-social vigente.
Foda-se esta economia!!!!!
Galeraaaaaaaaaaaaaa!!! Eu tenho história!!! Por isso, produzo TEATRO, CINEMA e o ESCAMBAU:! Lançamento de foguete é coisa fácil; pra quem viajou com BIBI IN CONCERT, o número 01, com Orquestra Sinfônica, Coral e banda, pelo Sul do País e a Capital Paulista, somando tudo, um dos públicos mais exigentes do país. Detalhe: sem qualquer problema. Ah! Fiz, Belo Horizonte e Brasília tudo isso há 15 anos. E repeti a façanha agora, na Villa-Lobos em Brasília, só por desaforo. Pra mostrar que fazer Teatro é coisa séria. É coisa pra quem ama de verdade o tablado. E tem gente por aí, que começou agora e acha que já está amando o tal tablado (RS RS), embora nem saiba onde ele fica realmente.
Depois de uma análise fria e calculista, como fazem os pós graduados seres portadores do MBA, volto pra vida que deixei lá fora, como diria Gonzaguinha. Da mesma maneira que saí de um casamento de 12 anos com alguém que eu amava muito, só por não conseguir fazer as coisas de uma forma feliz, saio agora de uma relação de um ano e meio com pessoas que também gosto muito e volto para minha carreira solo, de onde nunca deveria ter saído. Adoro e sempre adorei andar sozinha. Definitivamente, não nasci para o casamento convencional. Sou produtora, mas acima de tudo sou artista e este bicho é fogo! Pergunte a qualquer um: produtores, atores e técnicos. Acho tudo uma grande família na qual sem um deles nada funciona. Me relaciono super bem com todos. Tenho formação circense. Se um soltar a mão, alguém pode morrer. É bem diferente de hoje, “se alguém soltar a mão, alguém vai se dar mal.”
É chegado o fim de uma etapa. Mas toda relação vale a pena. Defendo meu ex-marido como ninguém. Não aceito que falem mal dele, porque a relação valeu a pena. Acho que a parceria com o Luciano e o Deva valeu super a pena. Mas Teatro é a minha vida e não está dando pra dividir o que é indivisível. E eu não quero fazer outras coisas que fazíamos antes: Congressos, Mega Shows dependendo de bilheteria... Não tenho mais idade nem vontade disso. Quero a minha PAZ.
Tá na Hora da Virada, como diria mais uma vez meu mestre Gonzaguinha. Volto pra vida que deixei lá fora, confortável, com a linguagem do meu povo de teatro e os percentuais que sempre me couberam numa produção. Desta maneira é viável pra todo mundo.
2009 está batendo à porta: Teatro. Concertos, Cinema, Infantis, muito trabalho social. Exatamente como sempre foi. Dá pra viver sem sofrer. Livre como sempre fui, sem ninguém, por mais bacana que seja, dizendo pra que lado eu devo ir.
Meu Norte quem decide sou eu.
Esta é a principal vantagem de se fazer 50 anos. Vou para onde quero, sem que ninguém diga como devo ir. Isto eu já sei. Faço do jeito certo ou incerto, mas do jeito que quero há 50 anos, e não há quem diga que não sou um “case” de sucesso.
Ah! Estou aberta a novas propostas. Já avisei ao Lucky e ao Deva.
Beijos em todos e viva a Liberdade!!!!
Sheila Aragão

Como é bom fazer Teatro. Produzir Teatro. Teatro com letra maiúscula!
Tem horas que me dá um orgulho danado de ser produtora. De poder realizar. Mostrar pra esta gente nova, que adora seus ídolos da TV e da telona do Cinema, muito mais pelo glamour e pelo poder da “pegação” e do charme que o imaginário da galera pode lançar no espaço, do que pelo o que seus ídolos fazem com a tal da Arte que eles escolheram como profissão.
Pois bem. Marcos Palmeira e Adriana Esteves. Dois desses ícones que a moçada gostaria de ser para poder “pegar” todos e todas. Lindos. Exemplo de sucesso e charme. Símbolos da atual TV.
Quer saber de uma coisa? Não é nada disso!!!!
Adriana Esteves e Marcos Palmeira. Dois atores sérios, com alma de atores. Maduros. Olho no olho. Bate bola em cima do palco como há muito tempo eu não via igual. Jovens. Mas jovens, porque serão eternamente jovens-crianças, porque acreditam no jogo lúdico do Teatro. Para ser ator de verdade, não se pode matar a criança que existe dentro de si. E esses dois têm crianças levadas, mas ao mesmo tempo comprometidas e “compromissadas” com o hoje e o amanhã.
Toda esta história aparentemente nada tem a ver com o espetáculo VIRGULINO E MARIA – AUTO DE ANGICOS. Mas tem. Tem, porque outros seres lúdicos estão envolvidos no processo. Amir Haddad. Este então nasceu, cresceu e envelheceu criança. Que criança linda!! Rebelde e consciente dos nossos problemas, dos nossos amores, das nossas dores, das nossas alegrias. Não tem medo de ser feliz!!!
Marcos Barbosa. Não te conheço pessoalmente. Mas só pelo seu empenho, pela pesquisa, pelo juramento e devoção a essas personagens, sei que é criança também.
Maria Siman, esta parceira, não tenho dúvida. É criança e das mais malucas possíveis. Seis espetáculos excelentes em cartaz neste mês de outubro de 2008. Tem de ser criança para brincar com tanta coisa ao mesmo tempo.
Paulinha... Esta é uma fofa!!! Competente. Criança de olhos brilhantes e atentos. Embora mais nova, é a irmãzinha mais velha que toma conta dos “pequenuchos” com um carinho todo especial. Ariana sim. Mas no fundo, jaz ali uma pisciana muito light.
Vitinho, que delicadeza de som. Sensibilidade de criança que sabe ouvir e procura exatamente como vai “dizer” isso aos outros.
Ricardo, este já está adolescente. Namorando muiiiiiiiiiiiiiito. Mas sem deixar de lado o tom da luz, que é tudo nesta Gruta de Angicos.
E Flávio... Pilota como ninguém seu caminhãozinho pelo país e ainda arruma as pecinhas no palco para armar o brinquedo para todos brincarem nesta grande brincadeira.
É... Isto é Lampião e Maria Bonita.
Um casal que nasce através de Esteves e Palmeiras. Brotam no palco como mandacaru. Forte, que mesmo sem água resiste a todas intempéries.
É lindo ver Teatro de verdade em cena. Um texto simples e verdadeiro, como aquele que acontece em milhões de lares todos os dias. Eu disse lares. Porque este casal tinha um Lar. O Cangaço era um Lar. Onde se discutia a Relação. Rolava uma DR. É mole???
Quem diria, heim? Lampião e Maria discutiam a relação. É claro que discutiam. Eram Gente de carne e osso, tinham medos. Coração bom!!! E a gente descobre esses dois personagens da nossa história sempre tratados como do MAL, com seus códigos de ética, com seu lado do BEM.
Tudo isto só é possível graças a vocês dois: Adriana e Marquinhos. Corajosos atores, que poderiam ganhar seu dinheiro de forma mais fácil, mas não. Preferiram ser Atores de Verdade. Investir em Teatro, texto, e muiiiiiiiiiiiito trabalho.
Cada “falta” de marca do Amir é uma grande marca de vocês. Que relação absoluta é essa que as marcas mudam a cada dia? É a relação de duas pessoas vivas, que todos os dias discutem, no mesmo cenário, mas mudam de lugar, pois conhecem o espaço como ninguém. Vocês estão em casa. Não tenham medo de nada. Teatros grandes. Teatros pequenos. Vocês dão conta. Este espetáculo não é Deus, mas é para Sempre.
Muito Obrigada.
Brasília, 27 de setembro de 2008
Sheila Aragão
Texto do programa do espetáculo comemorativo dos 25 anos da primeira apresentação de PIAF, com Bibi Ferreira.
Há 67 anos Bibi Ferreira subia ao palco, oficialmente, pela primeira vez, ao lado do pai o grande Procópio Ferreira. O espetáculo, “LA LOCANDIEIRA” , de Goldoni. A personagem, Mirandolina. E Bibi brilhou!
“ Vendo Bibi Ferreira estrear ao lado de seu pai, desejo que o Brasil compreenda e dê o devido apreço a esse fato extraordinário. A mesma geração que assistiu ao advento de Procópio tem a alegria de saudar na filha a continuação do renome do grande artista. Ela aparece completa , num papel de difícil interpretação e o faz com tanta simplicidade, perfeição e graça, que se diria estar ali não uma aprendiz mas uma mestra, com longa experiência da cena.”
Austregésilo Athayde (Diário da Noite)
“ Raríssimas criaturas no teatro triunfaram com a rapidez de Bibi. Triunfou no mesmo dia, na mesma hora, no mesmo minuto em que pisou em cena. Foi realmente uma noite inesquecível, aquela de 28 de fevereiro deste ano em que ela estreou no Serrador.”
Viriato Correa (Amanhã)
Estas são apenas duas das mais variadas críticas que lançaram Bibi ao estrelato no dia de sua estréia. Nomes como os imortais Austregésilo de Athayde e Viriato Correa deram a chancela a Bibi, que realmente mostrou a que veio. Veio para brilhar. Nascia ali a maior artista brasileira de todos os tempos.
Completa: canta, dança, representa, dirige, ilumina. Conhece as técnicas e meandros do palco como ninguém. E faz tudo muito bem. Com a humildade de quem começa a cada dia. Aos 87 anos ela é mais uma vez PIAF, em cena, na Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional de Brasília, à frente da Orquestra Filarmônica e de um Coral de alunos da Escola de Música, preparado pela professora Myrlla Muniz, todos sob a regência do maestro Nelson Melim, que há 25 anos, juntamente com Bibi criou o espetáculo PIAF, sob direção do mestre Flávio Rangel, que deu a Bibi todos os prêmios da crítica nacional e várias honras internacionais, inclusive a de mérito da França. E olhem que Bibi resolveu mexer com o maior mito da França: Edith Piaf.
A peça , da inglesa Pam Gems, não foi sucesso em nenhum teatro do mundo. Só no Brasil, onde Bibi arrebatou platéias durante 4 anos ininterruptos, lotando todos os lugares por onde se apresentava. O Palácio do Anhembi, em São Paulo, teve noite memorável com 4 mil pessoas brigando por um lugar na récita.
Bibi, que já era uma campeã dos musicais, partiu daí para os grandes concertos.
A inspiração foi a própria PIAF. Na inauguração da Praça Paris, no Rio de Janeiro, com Orquestra e Coral nasceu BIBI CANTA E CONTA PIAF, que excursionou pelo país de 95 a 97. Em 99, Bibi retoma o espetáculo e segue para apresentações em Paris onde é ovacionada pelos franceses e em especial por músicos que compunham para Edith Piaf.
Voltando no tempo, em 1990, BIBI resolve comemorar seu Jubileu de Ouro (50 anos de carreira) com musical ousado: BIBI IN CONCERT. Estréia no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com a Sinfônica e o Coral de Minas Gerais, sob a regência do maestro Dino Nuggent Cole, para uma única apresentação. O IN CONCERT é um passeio pela carreira de Bibi, que acabou deixando a produtora de grandes concertos internacionais, Miriam Dousberg, com água na boca. Miriam convidou Bibi a fazer o espetáculo com a Orquestra e o Coral do Teatro Guaíra, de Curitiba, no Paraná, com a base de piano, baixo e bateria, levados por Bibi. E BIBI IN CONCERT é novamente um sucesso.
Bibi então resolveu montar seu BIBI IN CONCERT no Rio de Janeiro. Juntou as economias e produziu o espetáculo para apenas 5 récitas no Teatro João Caetano. Com apoio da TV Globo, que gravou um especial de final de ano, sob direção de Augusto Cesar Vanucci, com uma orquestra formada pelos melhores músicos do Rio, oriundos da Sinfônica Brasileira, da Sinfônica da Petrobrás, da Sinfônica Nacional e do Teatro Municipal, e um coral que reunia grandes nomes de solistas líricos basileiros como Ruth Staerk e Paulo Fortes, sob regência do Maestro Henrique Morellembaum, o show estreou lotado os 5 dias, e acabou prorrogando a temporada, ganhou patrocínio e ficou em cartaz por mais de 3 anos, no Rio, São Paulo e tournê pelo Sul e pelo Nordeste do País.
Graças aos Deuses do Teatro eu estive lá com Bibi em todos os momentos do IN CONCERT e em vários memoráveis de PIAF, inclusive na Praça Paris, onde nasceu este CANTA E CONTA PIAF. Iluminei, Produzi e acima de tudo Aprendi muito ou quase tudo que sei sobre a arte de representar e o respeito pelo tablado sagrado do palco.
Vieram em seguida, Bibi IN CONCERT II e III e outro grande momento da carreira de Bibi: AMÁLIA RODRIGUES. Da mesma maneira que PIAF, Bibi parecia encarnar Amália, a deusa do fado português.
Mais uma vez mexia com um mito e foi ovacionada pelo púbico lusitano.
Bibi tem o poder de encantar platéias.
Agora, Bibi dá de presente ao público um único BIBI CANTA PIAF 25 ANOS, com a Orquestra Filarmônica de Brasília, que o GDF nos ajudou a arregimentar, e Coral de Alunos da Escola de Música. Algo imperdível que a grande dama do teatro brasileiro mostra para a Capital Federal, com o patrocínio cultural da CAIXA.
Obrigada a todos que ajudaram a tornar este sonho possível, aos meus sócios Luciano Girade e Deva Ferreira, e principalmente a você BIBI por estarmos juntas novamente 15 anos após o IN CONCERT neste mesmo palco.
Sheila Aragão
Protutora e Atriz

Meu depoimento na Comissão de Educação e Cultura do Senado:
Muito bom dia a todos. Quero agradecer o convite da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO , CULTURA E ESPORTE E DA SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE CINEMA, TEATRO, MÚSICA E COMUNICAÇÃO SOCIAL. Dizer que tenho um enorme prazer de estar aqui ao lado da Tânia Farias, Roberto Nascimento, Nicete Bruno, Bianca de Fellipes e Paulo Pélico para debater o FAZER TEATRAL. E agradecer aos senadores CRISTOVAM BUARQUE , ROSALBA CIARLINI, JORGE DUQUE, MARISA SERRANO E AO SECRETÁRIO DA COMISSÃO JÚLIO LINHARES por abrirem este espaço para ouvir o que temos a dizer sobre a PRODUÇÃO TEATRAL no país.
Eu sou meio carioca meio brasiliense. Há dois anos voltei para Brasília, e hoje, não tenho o menor problema em dizer que juntamente com meus dois sócios, LUCIANO GIRADE e DEVA FERREIRA, somos os responsáveis pelas maiores produções realizadas no TEATRO NACIONAL DE BRASÍLIA, com o objetivo de colocar a Capital Federal novamente na rota dos espetáculos de sucesso de público e crítica do Eixo Rio-São Paulo, a preços acessíveis. E temos conseguido. Graças a várias parcerias. Nenhuma ainda através da LEI ROUANET.
Mas também, nosso objetivo é produzir em Brasília com artistas e técnicos de Brasília e levar a produção daqui para fora. E vamos começar, com um espetáculo trazendo no elenco dois atores da cidade formados por Dulcina de Moraes, na década de 80, ANDRÉ AMARO e FERNANDA PELOSI, numa adaptação do clássico de Ibsen, A DAMA DO MAR, com o qual fomos contemplados com R$ 12 mil no EDITAL DA CAIXA de 2007/2008.
Dito isso, eu gostaria de fazer uma retrospectiva, porque sou apaixonada por história. E porque sinto muito que nosso país, não guarde a sete chaves a nossa memória.
Desde 2004 a questão do Teatro Brasileiro vem sendo discutida no Senado. Em 2005 a classe teatral se mobilizou e entregou um documento a esta Comissão. Em 2007, o nosso companheiro de mesa hoje Paulo Pélico defendia aqui nesta comissão a necessidade de uma agência nacional, aos moldes da ANCINE, do cinema, para tratar especificamente do nosso TEATRO.
Finalmente, estamos debatendo um Projeto de lei que cria a Secretaria Nacional de Teatro e institui mecanismos de fomento para a atividade teatral.
Independente de qualquer discussão, uma coisa é clara: todos que estão aqui nesta mesa hoje defendem o TEATRO BRASILEIRO. Fazemos TEATRO. Respiramos TEATRO todos os dias de nossas vidas. Queremos que o fazer teatral seja mais confortável, pois não basta ser prazeroso. Tem que dar o sustento de nossas famílias e de todos os envolvidos numa produção.
Eu me sinto muito confortável em dizer que sou totalmente favorável a criação da SECRETARIA NACIONAL DE TEATRO, como um embrião da AGÊNCIA NACIONAL DE TEATRO.
A ausência de uma célula única para o teatro no Ministério da Cultura é uma regressão. O TEATRO já foi mais respeitado, mais bem tratado pelo Estado. Já tivemos o SERVIÇO NACIONAL DE TEATRO, que foi encampado por um novo órgão o INSTITUTO NACIONAL DE ARTES CÊNICAS, que juntava o SERVIÇO NACIONAL DE DANÇA, o SERVIÇO NACIONAL DE ÕPERA e o SERVIÇO NACIONAL DE CIRCO. Até que tudo foi extinto e ficamos apenas com a FUNARTE , que hoje não representa a identidade de nenhuma das artes cênicas e menos ainda a do TEATRO BRASILEIRO.
Eu sou uma carioca bem brasiliense. Uma jornalista muito artista, pois nasci praticamente dentro de um teatro. Meu bisavô foi porteiro e depois administrador do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Cresci assistindo os grandes atores representarem nos espetáculos hoje considerados mega-produções: MY FAIR LADY, HELLÔ DOLLY, O HOMEM DE LA MANCHA; GOTA D´ÁGUA. Vi Bibi Ferreira e Paulo Autran a primeira vez com 3 anos de idade. Aliás, com a mesma idade em que pisei no palco pela primeira vez, dirigida por uma educadora dona Elza Campos, dona de um coleginho que ousava montar espetáculos no palco do Clube Municipal da Tijuca, também no Rio de Janeiro.
Faço parte de uma geração que aprendeu Teatro no Colégio e na hora que gostou mesmo do negócio já estava fazendo há muito tempo, no Colégio. E foi aqui em Brasília, no Colégio Pré-Universitário que aprendi a produzir, a fazer teatro. PRODUÇÃO. Com Dimer Monteiro, Medinha, ao lado de grandes como Iara Piatricovsky, Geraldinho Vieira, Guilherme Reis, no Teatro do CARMO, na 912 Sul.
Com esta bagagem voltei ao Rio onde fiz o início da Faculdade de Comunicação na UFRJ e acompanhei de perto a regulamentação da profissão de artista, quando uma das mais importantes pessoas da minha vida, a atriz VANDA LACERDA, uma tia que ganhei de presente de uma amiga de faculdade e com quem eu morei, batalhou dentro deste Congresso Nacional para tornar legítimo o direito do trabalhador de teatro. E só conseguiu fazê-lo através da união da categoria, de todos, sem distinção entre amadores ou profissionais. Todos estavam nesta luta, BIBI, DULCINA, NICETE, PAULO GOULART, TONIA, LÉLIA ABRAMO, OTHON BASTOS, os amadores de Pernambuco e Curitiba. Quem vivia de teatro passava a ser profissional de teatro. Mas se quisesse continuar amador, podia continuar sendo.
Uma coisa não excluía a outra, como lembrou bem na última audiência publica desta Comissão, a querida Irene Ravache.
E nessa história toda, terminei a Faculdade de Comunicação em Brasília, no CEUB, virei Jornalista, e editora do Segundo Caderno do Correio Braziliense, onde acompanhei muito de perto e ativamente a história política do teatro brasileiro e suas lutas aqui em Brasília. Mas não foi só o chamado teatrão do eixo-Rio–São Paulo que teve espaço garantido na imprensa naquela época. Briguei, junto com muitos da cidade, por um teatro candango. O saudoso Ary Pararraios, nosso mestre B. de Paiva, aqui presente, o genial Hugo Rodas, o louco Pingo; Fernandão; Fernando Guimarães, Ricardo Torres, Miquéias Paz e sua mímica que virou uma logomarca nacional das Diretas Já, Alexandre Ribondi, João Antônio, Humberto Pedrancini, Murilo Echart, Aluísio Batata, André Amaro; a maravilhosa Dulcina de Moraes. Todos, centenas de artistas verdadeiramente brasilienses, porque deram seu suor para fazer nascer o TEATRO com a cara da CAPITAL FEDERAL. Todos brigaram por este TEATRO, que tinha um espaço, e agora está reduzindo.
Quantas salas acabaram aqui: ALUISIO BATATA e ALUÍSIO MAGALHÃES, no Centro de Convenções. O TEATRO DA ABO; O GALPÃO e O GALPÃOZINHO; todos fechados. O TEATRO NACIONAL SALA VILLA-LOBOS E MARTINS PENNA, ambos sendo deteriorados. O DULCINA acabando.
Apesar dos pesares, BRASÍLIA está no mapa na produção TEATRAL e é beneficiada em EDITAIS DA PETROBRÁS, DA CAIXA, DA ELETROBRÁS, DO BANCO DO BRASIL, porque tem história e bons trabalhos, olhem o CENA CONTEMPORÂNEA, do Guilherme Reis, fazendo 20 anos!!! O TEATRO CANDANGO começa a ter algum incentivo através da LEI ROUANET e coloca no mapa grupos como OS MELHORES DO MUNDO; o G7; os IRMÃOS GUIMARÃES, e o maravilhoso HUGO RODAS.
A LEI ROUANET não é a melhor do mundo, mas como dizia uma de suas criadoras, outra grande educadora e amiga do TEATRO BRASILEIRO, nossa saudosa PROFESSORA ICILDA RAMOS, é o que podemos fazer para garantir o pouco que a ARTE merece.
É muito louco, porque estamos aqui brigando para garantir migalhas. O incentivo fiscal destinado ao TEATRO BRASILEIRO representa nada em relação aos outros incentivos fiscais que são distribuídos pelo País. E não pensem se abrirmos mão desse incentivo, desta migalha, não vão aparecer outros produtores querendo e lutando de verdade por isso. O que nos difere dos produtores de tecido, de componentes de informática; de soja? Também plantamos sonhos, plantamos a “ vida do país, a identidade, o afeto” , como bem falou nosso queridíssimo Amir Haddad na última audiência pública aqui nesta comissão em final de abril. Nós plantamos mais do que papel–jornal, que recebe um dos maiores incentivos fiscais do país. Porque o TEATRO BRASILEIRO não pode ser beneficiado com isso, sem ter culpa? Porque essa culpa de quem faz TEATRO tem que ser miserável. Viver com pires pedindo sempre, começando sempre, a cada nova produção?
Porque essa discussão de que o investimento é maior no Sul e no Sudeste?
Porque é obvio, a produção é maior nessas regiões. Qualquer mapa ou gráfico que explique a distribuição dos benefícios fiscais de determinada atividade, vai privilegiar as regiões onde a produção é maior.
Então, amigos, temos de somar. Juntar as forças. Garantir mecanismos para todos que fazem TEATRO NO PAÍS. Os amadores e produtores não benecifiados hoje, que não dispõem de estrutura para buscar os incentivos da LEI ROUANET, ou que não são contemplados por empresas da sua região, têm de ser incentivados pelo próprio Ministério, através do FUNDO DE CULTURA.
O problema hoje é de gestão.
E nada melhor que as decisões do TEATRO BRASILEIRO fiquem nas mãos de um colegiado escolhido pela categoria, com produtores de todas as regiões, representantes de todos os tipos de TEATRO.
Por isso, mais uma vez, reafirmo que sou favorável a criação de uma SECRETARIA NACIONAL DE TEATRO, que represente todos nós, que tenha a cara do TEATRO BRASILEIRO com toda a sua multiplicidade, com todas as suas máscaras.
E que o TEATRO volte a ser o grande parceiro da EDUCAÇÃO. Que seja o CONTADOR da nossa HISTÓRIA. Resgate a nossa MEMÓRIA. Só assim formaremos platéia
Obrigada.
Brasília, 28 de maio de 2008
Sheila Aragão, representante da produção teatral na Capital Federal.

COMISSÕES / Educação
28/05/2008 - 14h34
A proposta de criação de uma Secretaria Nacional do Teatro, apoiada por produtores teatrais durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (28), não deverá ter o apoio do governo. A iniciativa foi criticada pelo secretário de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura, Roberto Nascimento, durante o debate promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e pela Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social, vinculada à CE.
A criação da secretaria é um dos principais pontos do projeto de uma Lei Geral do Teatro, que deverá ser apresentado nos próximos dias pelo presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), com o apoio de outros integrantes da CE. O texto estabelece ainda a concessão, até 2018, de incentivos fiscais para o patrocínio de obras teatrais cujos projetos tenham sido previamente aprovados pela secretaria proposta.
- O governo não tem intenção de enfraquecer o teatro, mas é preciso ressaltar a incapacidade do atual modelo para promover a redução das desigualdades regionais. Os termos colocados para o financiamento do setor no projeto reproduzem as regras da Lei Rouanet. E acreditamos ser necessário fortalecer os órgãos já existentes - disse Nascimento, em uma referência à Fundação Nacional de Artes (Funarte).
Segundo números apresentados pelo secretário, foram solicitados, em 2007, R$ 7 bilhões em incentivos fiscais para toda a área de cultura, dos quais R$ 3,1 bilhões foram aprovados. Entre os recursos aprovados, R$ 600 milhões eram destinados às artes cênicas - que, além do teatro, incluem ópera, dança e circo. Para demonstrar a concentração do setor, Nascimento indicou que 79% dos recursos para as artes cênicas foram direcionados às Regiões Sul e Sudeste.
Traçando um paralelo com a indústria aeronáutica, em resposta a Nascimento, o diretor-secretário da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo, Paulo Pélico, chamou de uma "distorção injustificável" a concentração de aeroportos no Sudeste.
- Seria acertado, então, construir aeroportos internacionais no interior do Acre e no Piauí e forçar as empresas aéreas a se adaptarem à nova realidade. É o que o Ministério da Cultura tem feito em relação à Lei Rouanet - comparou Pélico, ao sugerir que a desconcentração seja feita por meio de recursos públicos do Fundo Nacional da Cultura.
A atriz e produtora cultural radicada em Brasília Sheila Aragão disse que seu principal objetivo é o de produzir teatro na capital federal e levar os espetáculos a outras partes do país. Ela defendeu, assim como Pélico, a criação da Secretaria Nacional do Teatro para que as decisões sobre o setor "fiquem nas mãos de um colegiado que tenha a cara do teatro brasileiro". O mesmo argumento em favor da secretaria foi utilizado pela produtora carioca Bianca de Fellipes, para quem a Funarte não teria capacidade de cuidar, ao mesmo tempo, dos mais variados setores culturais.
O projeto de lei foi, porém, criticado por Tânia Farias, conselheira do grupo Redemoinho - Movimento Brasileiro de Espaços de Criação, Compartilhamento e Pesquisas Teatrais. Na sua opinião, o Estado deveria criar mecanismos de financiamento direto ao teatro e "não dar aos departamentos de marketing das grandes empresas o direito de escolher onde será aplicado o dinheiro público". Por sua vez, a atriz Nicette Bruno defendeu maior união do setor e uma maior aproximação entre o teatro e as escolas.
Durante o debate, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) considerou importante a criação da secretaria e defendeu a busca de uma solução que beneficie a desconcentração dos recursos e a indústria teatral. "Tire de Nova Iorque a Broadway para ver o que acontece com a sua economia", provocou. O senador Paulo Duque (PMDB-RJ) pediu aos convidados que enviem sugestões concretas para o aperfeiçoamento do projeto. E a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) observou que, depois dos incentivos concedidos pelo governo à indústria e à agricultura, o governo deveria estimular a cultura brasileira. A audiência foi presidida por Marisa Serrano e por Cristovam Buarque.
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Brasília, 11 de maio de 2008
Recebi de um amigo, que, por sua vez, recebeu de outro amigo.
Está na hora de repensarmos os valores.
Que valores????
Ah! Que saudade que eu tenho da aurora da minha vida....
Quando ética era uma palavra menos falada e mais usada na prática.
Pensemos. Repensemos.
Valeu a carta Emerval!!!
Vamos botar este povo pra pensar.
DIREITOS HUMANOS
Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na TV:
De mãe para mãe...
Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a
transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São
Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das
dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de
outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato,
assim como vi que não
só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o
apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos
Humanos, ONGs, etc...
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro.
Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que
tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto,
inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto
da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha,
para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou
estupidamente num assalto a uma video locadora, onde ele, meu filho,
trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando
e fazendo carícias
no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde
túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e mesmo ganhando pouco e sustentando a
casa, pode ficar
tranqüila, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho
queimou, lá na última rebelião da Febem.
No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum
representante destas
'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto e
talvez me indicar os meus direitos' !'
VOCE PODE NÃO CONCORDAR ENQUANTO NÃO ACONTECER COM VOCE.
Circule este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de
valores que assola o Brasil.
Direitos humanos para os que são humanos!!!
Por Sheila Aragão, Brasília, 02 de março de 2008, às 3 horas da manhã
Tem um tempão que as coisas mudaram em Brasília. Calma! Não estou falando em relação a política, violência, essas coisas mais pesadas que os jornais falam todos os dias.
Falo da vida noturna. Da alegria daqueles para quem a vida começa depois das 6 da tarde. Pois é. Lembro-me que na minha adolescência, por volta dos 20 anos, - porque hoje esta fase da vida dura , no mínimo até os 30 – esta cidade era show de bola à noite.
Depois da Faculdade, no Ceub, a gente saía para a noite. E se não tivesse mais nenhum lugar para ir, a parada era no Sereia, um bar e restaurante freqüentado por boêmios, prostitutas e artistas, ah, e claro , jornalistas.
Eu que amanheço às 18h30, levei um choque quando voltei para Brasília há dois anos. A vida noturna diminuiu. Não tinha de ter aumentado? Mas, tudo fechado depois de 1 ou 2 horas da manhã. Aos poucos, nesses dois últimos anos, alguém resolveu atender as minhas preces e percebeu que a Capital Federal tem um público notívago que merece ser considerado.
A Mara abriu o Quitinete 24 horas (209 Sul). Aquele mexidão da madrugada é um espetáculo e os cafés maravilhosos. Os garçons às vezes mal humorados, mas isso também passou a fazer parte do folclore. A pizza do Molho de Tomate (403 Sul) abre no final da tarde e rola até o início da manhã. Ótimo! E as Temakarias? Pipocaram por toda a cidade para aplacar a fome dos “vampiros” da madrugada.Tudo corria bem, até que uma Lei do GDF embolou o meio de campo. ‘PROIBIDO FUNCIONAMENTO DE BARES E RESTAURANTES NOPLANO PILOTO APÓS 1 DA MANHÃ DE DOMINGO A QUINTA, E APÓS 2 DA MADRUGA ÀS SEXTAS E SÁBADO!”
Pode parar com isso!!!!! Concordo que quem faz zona, algazarra, tá afim de azucrinar a vida alheia, atrapalhar o descanso dos outros tem que tomar na cabeça. Mas quem está afim de comer uma comidinha sossegado, civilizadamente também entrou nesse rolo?
Peraí de novo!!!! Não existe uma Lei Federal, velha conhecida da população brasileira “vivente”nas grandes cidades, que rege esta conduta noturna desde que o mundo é mundo? A Tal da LEI DO SILÊNCIO!!! PÔXA!!! A zona, a bagunça , a bebeira, tem de acabar às 10 da noite. Ponto. Quem extrapolar isso, a fiscalização tem de fechar o bar, restaurante , boate, farmácia, seja lá o que for.
Porque o GDF não bota uma equipe na rua e faz cumprir a LEI DO SILÊNCIO?
Pronto. Estaria tudo resolvido. Porque fechar a bagunça a 1 ou às 2 da manhã não tem resolvido o problema de quem quer estar no sossego do lar. A hora para acabar o barulho é 22 horas!!!!!!!!!!!!!!! OUVIRAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!?????????????????????
PÔXA! Multa a galera sem limite e deixa o meu direito de ir e vir, garantido pela CONSTITUIÇÃO no lugar certo.
Quero comer uma pizza às 4 da manhã na Molho de Tomate. Quero aquele temaki do Ban, às 2h45min. Quero o capuchino do Martinica às 3 da madruga. Quero a Picanha do Baby no Paulicéia, com o atendimento especial do Raul, à 1h30 de quarta-feira. Que eu saiba nenhum desses lugares dá confusão de madrugada. Sempre respeitaram os limites.
Agora quem faz zona, quem não tem limite, não tem horário nunca terá só porque tem de fechar às 2 da matina. Tem bares que não deveriam estar abertos em hora alguma. Os freqüentadores não têm limites e os proprietários muito menos. Invadem a área verde sem limites. E qualquer dia estão colocando mesas embaixo dos blocos nas quadras.
É muito bom sentar embaixo das árvores. Eu faço isso constantemente em vários bares, mas tem dias ou noites, que a coisa passa do limite.
Se alguns bares “bombam” alucinadamente, porque não abrir filiais espalhadas pelo Plano. Olha o Beirute novo da Asa Norte (107)? Olha só a tradicional Pizzaria Dom Bosco espalhada pelo plano e pelo sudoeste. Isso. Vamos dar empregos em outras áreas e fazer o público de cada setor ficar mais perto de casa. Vai diminuir inclusive o que o governo quer: menos doidões na rua. Beber perto de casa, não requer sair de carro. Logo, menos acidente.
Esta história de fechar os bares e restaurantes às 2 da manhã é parecida com aquela do sofá: “Minha filha está transando no sofá da sala. Vamos tirar o sofá!”Todo mundo sabe que isso não educa ninguém.
Vamos liberar com responsabilidade. Vamos cumprir a LEI DO SILÊNCIO rigorosamente. Vamos medir os decibéis que incomodam vizinhos, ao meio dia. Porque a nossa liberdade termina onde inicia a do próximo. Uma máxima, que é o mínimo da boa convivência.
E se o barulho estoura meus ouvidos ao meio dia, tem de parar. Existem bebês dormindo. Velhinhos com problemas de saúde. E gente que quer ficar sossegada e ponto final.
Portanto, eu quero a LEI DO SILÊNCIO em prática. Já.
Abaixo essa patrulha fiscal que está invadindo bares e restaurante à noite pra ver se tem alguém tocando violão civilizadamente ou jantando depois das 2 da manhã.
Vamos pensar autoridades!!!!!!
Em tempo. Se você estiver com aquela fome da madrugada descobri um lugar ótimo para aplacar a dita cuja: 313 Norte. No Posto de Gasolina. A Loja de conveniência tem um SPOLETO (casa de massa); um SUBWAY (sanduíches) e um CREPE PARIS (creperie) maravilhosos e com um serviço de primeira. Funciona 24 horas. Pode chegar, que lá ninguém faz zona, e o lugar não está enquadrado como bar e restaurante. É Loja de conveniência. Graças a Deus! Foi preciso encontrar um velho amigo que veio do Rio de Janeiro, para ser apresentada ao lugar. Vale a pena. Confira.
Por Sheila Aragão, Brasília, 19 de fevereiro de 2008.
Que prazer imenso ter um espetáculo infantil, com tamanho respeito às crianças como este da mestra Karen Acyoli, com produção do já amigo Pablo. Elenco especial de atores cantores. Confiram por favor.
Levem suas crianças. Se não tiverem nenhuma, levem a sua criança interior, ela vei se deliciar com a hitória de Andersen.
Beijos
Por Sheila Aragão, Brasília, 18 de fevereiro de 2008.
Eu e meus sócios abrimos nossos trabalhos nopróximo dia 23 de fevereiro, com dois espetáculos: um infanto juvenil, no Teatro da Caixa (SBS - informações pelo telefone:
Tudo isso acontecerá no próximo fim de semana e vale a pena conferir, pois não estamos esfolando.
O preço? O mesmo do Rio e São Paulo. Abra a temporada teatral brasiliense conosco e vem aí muito mais.
Chorei pra caramba! Depois de 16 anos entrei no Teatro Dulcina, onde passei grandes momentos de minha vida e onde assisti a maior atriz do século passado - Dulcina de Moraes - dar um show em cada aula.
Isto lá pelos idos de 1982 quando entrei para a FBT - Fundação Brasileira de Teatro, instituição criada por Dulcina e seu marido Odilon Azevedo para formar artistas de verdade para o teatro Brasileiro.
Artista no sentido verdadeiro da palavra. Aquele que tem amor pelo que faz. "Que ama o teatro acima de tudo e se não pode sentir isso, deve abandonar a carreira!"dizia o monstro sagrado.
Um monstro que eu tratava por Du, apelido que os mais íntimo a chamavam.
Hoje estive com ela e vários amigos, B.de Paiva, Sergio Viotti, André Amaro, Lurdinha, alunos, ex-alunos de Dulcinos e apaixonados que fizeram a Festa naquele palco onde ela esteve presente a noite toda.
Tudo que se faça é pouco pelo legado que ela nos deixou.
Tudo que agradecermos será pouco pela vida que ela deu em troca da Arte. Desta Arte maior que não tem um dia igual ao outro.
Aprendi com ela tanta coisa...Ela era engraçada e séria. Uma criança que levamos, eu Solange Braga, Regina Reis e outros amigos, para comer pela primeira vez num restaurante japonês e ela não se acanhou: pegou os rachis e espetou os sashimis sem a menor cerimônia. Coisa de crianças que não tem medo de experimentar. Coisa de artista que experimenta sem medo de errar. Gostasa Du, que comia um pote de sorvete Kibon sem oferecer nem uma colherzinha pra ninguém, e fazia dieta todos os dias, e comia guloseimas a toda hora.
Mas no palco, não tinha pra ninguém. Fazia 200 personagens com inflexões diferentes e tratando o texto de forma esmiuçada que só tive a oportunidade de ver novamente quando trabalhei com Bibi ferreira, amiga e comadre, que veio da mesma escola: o palco de verdade, sem vislumbrar a televisão.
Aliás, televisão não. Que luta para fazê-la dar uma entrevista na primeira montagem da primeira turma de Brasília da FBT, onde ela e B. de Paiva ao lado dos alunos encenaram Bodas de Sangue de Lorca.
Mas ela falou e hoje revi na Globo aquele momento. E revi no palco do Teatro no velho Conic, a história de Du contada e lembrada por Sérgio Viotti, seu maior biógrafo e grande amigo.
Vi também algo que não sei se todos viram. Mas o B. de Paiva viu. A nossa Dulcina, sentada no Balcão, a direita do palco, como de costume, abaixada, encostada na murada, com aqueles óculos enormes, escondida, no escurinho do teatro, assistindo o que se falava em seu palco.
E o assunto era ela. Que com certeza, como disse Viotti, diria: "Eu não faço 100 anos!"
Um beijo Du de todos nós que aprendemos com você e trazemos no peito um amor imenso pelo Teatro, um respeito qu não anda mais solto por aí. Mas a gente briga e continuará luatndo spelos seus ideias.
E pelo menos eu, prometo fazer o melhor que eu posso para manter nossa FBT viva, afinal você entregou sua vida para cravar no centro do país uma pérola que Juscelino cravou no Conic e as autoridades brasileiras terão de respeitar. Por você. Que foi e sempre será a maior dama do Teatro Brasileiro.
Beijo imenso Du.
Ah! Senti falta da Vera, da Solange Braga e da Regina Reis nesta solenidade.
Mas vou tentar trazer essas três.
E também Tereza, Tina Ferreira, sua afilhada, filha de Bibi, que hoje tem um trabalho muito bonito com teatro infantil.
Te amo de vedade.

Por Sheila Aragão
Num micro-ônibus da CVC vamos para Barreirinhas, cidade onde está o Parque dos Lençóis Maranhenses, com uma área maior do que a cidade de São Paulo, com a mais linda paisagem louca, lunar, desértica e maravilhosa que já assisti.
Quatro horas de viagem. Tudo bem. Ônibus confortável, ar condicionado – fundamental no calor Nordestino – e uma parada estratégica para ida ao banheiro, compra de artesanato e um lanchinho básico. Estamos por conta, férias são férias, tudo sem corre-corre.
Fomos nos conhecendo. 14 pessoas. Turistas de Brasília (nós e mais um casal) e Paulistas ( um casal e filhos, mais outra família com mãe, e um casal de filhos) e um outro casal que não se entrosou e não ficamos sabendo de onde eram.
Tudo bem, viagem ótima! De repente depois de horas de muito areal, um clima de pobreza, bem no estilo do filme do Andrucha , Casa de Areia, filmado por lá com as Fernandas Torres e Montenegro, chegamos a Barreirinhas. Contraste geral. Cidade pobre. Estamos em baixa temporada e “vapo!” chegamos ao Solare Lençois Resort, inacreditável no meio daquela pobreza. Piscina com 780 m2. Serviço muito bom, tirando o mau humor do recepcionista que resolveu nos tratar como boiada. Não entendeu que pagamos e caro para ficar ali. Nem ofereceu alguém para levar as malar para os apartamentos. Choque geral. Vínhamos do Pestana...
Muito bem. Almoço rápido. Já são meio dia e trinta e vamos para o Parque dos Lençóis às 14h 30 ver as dunas, a Lagoa do Peixe, a única que não está seca nesta época do ano, e o por do sol no deserto. Ansiedade total.
Comidinha leve. Peixinho e salada. Muito bom. Tudo no restaurante do hotel. Pronto, vamos para a Jardineira – um pau de arara melhorado. Confortável até. Mas não deu pra minha mãe ir, porque com problema de coluna o passeio e “Havie Metal”.
Rumo aos Lençóis! Queremos tudo que temos direito! O caminho é de uma hora e meia de areal sacolejando, depois de atravessar o Rio Preguiças numa Balsa. Chegamos ao Parque.
Preparar para caminhada de 1h30 até a Lagoa do Paixe. Tranquilo. Nosso guia Toninho, da Rota das Trilhas, disse: “abandonar as Havaianas. O negócio e ir descalço.” Negócio fechado. A tarde a areia e fria e tinha chovido uns dias antes. Mais liberdade.
Soltos caminhando num visual muito doido, realmente lunar. Desértico. Lindooooooooo!!!!
Quanta Liberdade e como Somos Pequenos!!!
Chegamos a Lagoa do Peixe. Água quente e doce. A uma altura dessas do campeonato estou enturmadíssima com Daiany e Renan um belo casal brasiliense em lua de mel. Brincamos feito crianças. Muito bom.
Depois de muita foto, os nubentes foram namorar e parti para o papo com a família paulista: Cláudia, Fábio e os meninos Leonardo e Rafael. O maior barato!! Uma hora de molho nas águas dos Lençóis e vamos embora. Mais 1h30min de caminhada. Mas ninguém sente cansaço, o êxtase do visual abafa qualquer possibilidade de cansaço.
Chegamos, vamos voltar para o Hotel, mas antes uma parada para comer a Tapioca de D. Lúcia, mãe de Toninho, na beira do Rio Preguiças e comprarmos umas bolsas de palha de BURITI: R$ 20,00. Lindas!!!
Hotel, descanso e 20 h vamos comer um peixe na Dona Maria, um tradicional restaurante do Piauí e do Maranhão, agora com filial em Barreirinhas.
Movimento na D. Maria.
Vamos rachar a Peixada. Já sacamos que prato pra dois aqui dá no mínimo pra 4.
Nossa! Um garçon super-simpático, se vira para atender todo o salão e nos traz um cardápio em inglês (portinglês, melhor dizendo). O cardápio é diversão à parte , mas dá pra se virar com os turistas internacionais. A comida é maravilhosa. A peixada Maranhense, feita com filé de pescada amarela, camarões, molho de tomate, ovos cozidos, pirão e arroz é fantástica e muito farta. Sobrou!!! (R$ 64,00). Papai comeu ½ contra filet com baião de dois (R4 19,90). Sobrou um outro tanto. Eu e mamãe tomamos Bohêmia gelada , papai o velho Sprite Zero com gelo e Daiany e Renan um super suco de laranja. Umas jarra básica. Tudo ‘muito.
Total da conta: R$ 110,00.Valeu!
Vamos dormir, porque amanhã cedo vamos descer 47 km no Rio Preguiças e vamos de encontro ao mar em Caburé, uma faixa de terra de 300 metros entre o rio e o mar que vivem dizendo que vai acabar.
Acordamos super-cedo tomamos café e fomos para o cais do hotel. O barco chegou. Nossa equipe: Paulistas e Brasilienses a bordo. Vamos em frente. Uma aula de ecologia, flora e fauna, e claro, consciência ambiental. Vamos subir o Rio. Passamos por uma parada onde macacos pularam na gene e vieram brincar. Safados! Pegam nossas coisas. Roubam mesmo! Tomamos água de côco a R$ 1,00 e vamos em frente.
Chegamos a Caburé. Lindo! Um lugar perdido no mundo, mas que s nativos se apressam em dizer que não vai acabar não. Uma única pousada, bem rústica e um restaurante. Pedi camarão ao alho e óleo. (R$20,00). Mais uma peixada (R$ 25,00). Satisfeitos e maravilhados. Passeei na praia tomei banho de mar. O mar é bravo. Mas deu vontade de marcar um pacote de 5 dias naquele deserto em ótima companhia. Deve ser um luxo!!! (R$ 120,00 diária para casal).
Fim de tarde voltamos para o hotel. Cansados e cochilando no barco que faz o trajeto sem paradas durante 1 h e 30min.
Cochilo, banho e vamos repetir a peixada com os amigos brasilienses, lá na Tia Maria.
Tão bom que vale a pena ver de novo. Desta vez comemos os cinco e ainda sobrou. É mole???
Vamos dormir que amanhã voltamos a São Luis e retornamos a Brasília no dia seguinte. Mas antes, pela manhã vamos descer durante 1h20min um rio cristalino em bóias.
Toninho chega para nos pegar as 8 h. Café tomado vamos para o rio. 2 h de jardineira, mas todo prazer nos diverte. Íntimos, todos formávamos uma “tchurma” da melhor qualidade.
Chegamos ao local. Primeiro, degustação de seriguela. Vamos para o Rio. Uau!!! Lindo!! Claro, transparente, víamos os pés no chão. Sentados nas bóias de câmara de ar começamos a jornada. “Que vivinha mais ou menos!!!”
Depois de 1h20 min de relaxamento chegamos ao final do passeio. No caminho pra casa, fomos presenteados com duas sacolas de manga. Chupamos tudo pelo caminho, sujando as mãos e a boca como fazíamos na infância. O gosto é diferente! Há anos não comia manga tão gostosa.
Chegamos ao hotel, fechamos a conta, almoçamos e rumamos para São Luis.
Após 22 dias de viagem voltamos pra casa. Brasília destino final, dia 20 de dezembro de 2007.
SERVIÇO
SOLARE LENÇOIS RESORT – ESTRADA DE SÃO DOMINGOS, S/N = BAREIRINHAS- TEL: 98 33496000. RESERVAR PELA CVC QUE TEM MELHORES PREÇOS. WWW.CVC.COM.BR
RESTAURANTE DONA MARIA –BEIRA RIO S/N – 98 3349-1109 WWW.RESTAURANTEDONAMARIA.COM.BR
ROTA DAS TRILHAS TURISMO – AV. JOAQUIM SOEIRO DE CARVALHO,682-A CENTRO – BARREIRINHA TEL: 98 3349-0372 WWW.ROTADASTRILHAS.COM.BR
Sheila e Daiane no Deserto dos Lençois fotografadas por Renan
Lençois Maranhenses, Barreirinhas, 18 de dezembro de 2007
Linda! Fizemos um city tour e fomos ao Centro Histórico e ouvimos histórias do Boi (Bumba-Meu-Boi).
Fomos ao Mercado, às lojinhas de artesanato, tiramos muitas fotos. Bacana.
O Hotel é ótimo! O antigo Quatro Rodas São Luis sofreu uma bela reforma e foi comprado pela rede portuguesa Pestana. Pesquisei no Google e confirmei ser da família de uma ex-paixão que tive. José Caetano Pestana. Amigo de Bibi Ferreira e nos conhecemos no Rio de Janeiro, no início dos anos 90, durante a temporada do BIBI IN CONCERT , Jubileu de Ouro, no Teatro João Caetano no Rio de Janeiro, onde eu era responsável pela LUZ do espetáculo. Pestana , uma graça de pessoa, uma graça de Hotel recém inaugurado, mas já um sucesso na capital do Maranhão.Maranhão, terra de boa comida. E farta! Imperdível é o Restaurante Cabana do Sol. Estive lá duas vezes, nos seis dias que passei na Ilha do Amor. Apreciei duas iguarias sem retoques: o Camarão na Moranga e a Carne de Sol de Contra Filet (especialidade da casa). O primeiro maravilhoso com camarões imensos, capaz de servir 5 pessoas famintas, sem qualquer problema. Até porque a entrada , um charme da casa, pasteis de carne para ser degustado com a geléia de pimenta da terra é irrecusável. Aí você já fica pronto ;para a Moranga. Sabor suave e porção generosa. Uma caipirinha , de cachaça naturalmente, de limão na entrada, faz a festa e tudo fica ótimo para o almoço.A sobremesa: creme de cupuaçu. Sublime!!!!Voltamos para comer a famosa carne de sol. Espetacular!! A melhor que já provei em tantos anos de restaurantes típicos. E olha que de carne de sol eu entendo. Um escândalo! No ponto exato de sal, de fogo e os acompanhamentos divinos: purê de mandioca, mandioca cozida, um feijão de corda a moda nordestina, com caldo e verduras dentro (sensacional), paçoca, baião de dois e rapadura para a sobremesa. Irretocável. O garçon, o mesmo que nos atendeu a primeira vez, solícito, educado e informado do turismo na ilha. Um belo anfitrião de sua terra. Agora, indo a São Luis, não deixe de dar um pulo na Cabana do Sol. Mas saiba que vai enfrentar uma fila, com senha e tudo. Mas o atendimento compensa. E na fila você já pode pedir uns petiscos e um chopp gelado e ao sentar à mesa não tenha pressa. Aproveite todos os momentos e converse com o garçon.
Outro ponto gastronômico é a Casa do Caranguejo na Beira Mar da Praia do Calhau. Caranguejos a R$ 2,50 a unidade, fresquinhos. Vivos e direto para a panela. Minha mãe e uns amigos paulistas atacaram os caranguejos. Eu preferi os camarões imensos ao áleo e óleo. Nossa! Uma porção de uns 20 crustáceos a R$ 18,00. Me acabei. Depois parti para uma meia porção de Vatapá (R$ 5,00), muito boa. E também pedi uma casquinha de camarão (R$ 8,00), que nada mais é do que camarões descascados com muito tempero, servido numa cumbuquinha de barro, com farofa e vinagrete. Tudo regado a uma cerveja Bohemia (R$ 3,00) estupidamente gelada. Fica aberto até tarde.
SERVIÇO:
PESTANA SÃO LUIS RESORT HOTEL – Av. Avicência 1 – Praia do Calhau Tel: 55+
Centro Histórico
São Luís, 17 de dezembro de 2007
Sheila Aragão
O coala está em São Luiz também!

Eu e minha mãe descobrimos que temos um coala na suíte. O Globo Repórter desta sexta-feira dia 07 de dezembro de 2007, Bodas de Ouro de meu pai e minha mãe, revelou que o coala é um bichinho lindo, da Austrália, em extinção, que dorme 20 horas e só fica 4 acordado diariamente.
Putz! Meu pai é um coala!!!
Só que tem dormindo, alguns dias, mais do que o marsupial australiano. Teve um dia que ele só ficou acordado 3 horas.
Mas segundo ele, está aproveitando feito louco o presente que eu e meu irmão demos a eles de aniversário de casamento. “Estou de férias!??!! Estou dormindo!!!”
Ótimo! Está feliz! Beleza.
Enquanto isso, eu e mamãe passeamos em Fortaleza.
Minha mãe faz hidroginástica todos os dias no hotel, com o Paulo. E adora!!!
Logo depois, Maria Dalva, uma amiga nossa de anos que mora em Fortaleza, chega para os papos.
Eu??? Fico entre a piscina e a Praia do Futuro. Que delícia!! Caminhadas diárias. Tô ficando uma neguinha.
Lugar inesquecível? Centro Cultural Dragão do Mar. Muito lindo, bem cuidado e com um artesanato de qualidade, diferente, um café ótimo, um camarão ao alho e óleo delicioso; uma música impecável, um serviço agradável.
Uma decepção? O Mercado Central. Tirando as comidas típicas, o artesanato é o que há de pior. Tudo industrializado. Todas as bancas iguais. Rendas? Bilro? Me poupe. Só vi uma senhora fazendo. O resto é literalmente resto industrial para inglês ver. Que pena, pois os turistas estrangeiros também não são otários e sabem o que é artesanal. E a isso eles dão valor. Industrial, nem pensar.
Fortaleza voltar? Sim voltarei. É um lindo lugar, inclusive deve ser bom para morar.
Ah! Ainda resolvi um negócio: alô Luc e Deva!!!! Assisti FRIDA , com Rosamaria Murtinho e grande elenco e técnica. Gente pra caramba, mas que espetáculo lindo, emocionante. Vamos pensar em levá-lo a Brasília. Vamos ver a questão de passagens que é complicado. Mas pelo trabalho, vale de quinta a domingo na Martins Penna e será sucesso.
Vamos lá. Vamos pra São Luiz e Lençóis. Até...
A vida no Pacific era muita comida, cochilos, diversão, sol e bate-papo.
Novos amigos: uma turma de São Luiz ótima que desembarcou dois dias depois em Fortaleza; um jovem casal de Natal, muito bacana que dividiu a mesa do jantar conosco durante toda a viagem; um casal de Belo Horizonte e a filha de 20 anos, que com certeza são candidatos a amigos para sempre. E os bate-papos na beira da piscina com paulistas e alagoanos, com quem nos divertimos a rodo!!
E os cuidados de Raquel e Dolmo nos jantares no elegante restaurante do navio comandado pelo Fernando, auxiliado por Toro, Victor e que nunca deixaram a peteca cair e nos proporcionaram noites e homenagens inesquecíveis e emocionantes. Foi muito bom.
Tínhamos opção: descontração e Buffet bar da piscina (Deck 9); sofisticação e serviço à francesa no Restaurante Coral (Deck 3). Dependendo do Humor?... Mas o jantar sempre à francesa com o cardápio maravilhoso do indiano Sri.
Coquetel de frutas sem álcool. Não me esquecerei mais daquele sabor: abacaxi, laranja, um truque vermelhinho que dava um sabor muito especial. Gosto de Pacific.
Agora, em outros tempos eu teria morrido de tanto comer. Tem comida o dia inteiro. Talvez por isso, comi pouco e perdi peso! He! He! Mas tem gente louca! Mal educada mesmo! Daquele tipo que “paguei vou comer e beber tudo que tenho direito!” Caramba! Pintava cada prato de operário da construção civil.... E no Restaurante Coral tinha gente que não se contentava com a entrada, salada,um caldo, prato principal e sobremesa ... e pedia dois ou três pratos principais. Ô Loco! Como diria o Faustão.
Mas tudo era festa. Aparentemente todos estão felizes no navio.
Mesmo assim tem gente dizendo que “não viaja mais nesse troço que balança e enjoa.” Eu, muito pelo contrário... Vou voltar muitas vezes. O lance é viajar de turma. É muito bom. Vi muitas turmas se divertindo feito doidos. Coroas, adolescentes, jovens. Formandos de medicina do Ceará. Uma turma de 30 numa farra só. Bacana. Grande lance para Festa de Formatura.
Ah! Um dos pontos altos do navio: o staff artístico. Músicos, bailarinos, atores que compõem a Companhia Sobre as Ondas, sob a Direção Geral de Alê Campos, um paulista que acertou na mão na hora de divertir a galera. Todos os dias duas sessões de espetáculos temáticos: Elis, Broadway, Movies, Chorinho, Samba, evolução histórica brasileira... Muito b om.
Isso fora os shows a beira da piscina e nos bares e boates do Pacific.
Realmente valeu!
Esqueci de falar de outro cuidado. O gigante Léo, nosso fiel camareiro da cabine A426. Limpava nosso quaro pelo menos duas vezes ao dia e abria minha caminha e a deixava no ponto de só entrar debaixo dos cobertores. Uma delícia. Muito carinho.
Longe de casa, a maioria desses marinheiros não sabe o que é ficar mais de 24 horas em terra firme há pelos 12 meses, eles se entregam de corpo e alma para servir uma galera doida e diversificada. Satisfazem a todos. Que coisa difícil! Para quem faz produção como eu, é um dos espetáculos mais difíceis de se produzir. São 670 pagantes, atendidos por cerca de 300 atores e técnicos. Uma direção impecável do Comandante Felipe, com quem tivemos um coquetel para fotos, mas só depois percebemos que ele passeava entre nós o tempo todo, junto com a esposa, também funcionária do Pacific. Aliás, comandante!!! Sua tripulação é um luxo!! Espero encontrá-los outras vezes. Obrigada pela estada no Pacific. E... Boa Viagem!!!
Hoje era o grande dia!!Noronha 40 anos depois! Seria o maior revival da minha vida. E podendo acompanhar de perto as emoções de meu pai, que comandou a Ilha no final dos anos 60 até 1970.
Gente, eu tinha 9 anos quando cheguei em Noronha. Volto hoje, 3 de dezembro de 2007, com 49 anos e um monte de lugares para revisitar. Amigos, o Grupo escolar, a minha primeira casa na Ilha, na praia da Italcable, ou como chamam hoje : na Conceição. A segunda casa, construída pra gente morar. Novinha. Primeira locação. Pertinho do Quartel, o Vinte, onde meu pai trabalhava.
Dormi já excitadíssima. Fui para boate do navio dançar, pra acalmar um pouco. Gastar energia. E foi ótimo! Fui com Laura, uma menina ótima! Mineira, que conheci com os pais,Jorge e Livia, que como eu estava como terceiro passageiro no Pacific. Ou seja: grátis. Em resumo. Fui com a mineirinha, com a idade de minha filha caçula Dalila, dançar um pouco na Boate, e me senti literalmente com, no máximo 20 anos. Se alguém me chamasse de minha tia, ia ser um rebu total!.
Eu estava chiquérima, depois de uma produção para tirar a foto com o comandante do navio. E eu dei o maior vacilo, não dei o braço pro homem na hora da foto. Que mico! O cara ficou do meu lado esperando com o braço e a monga aqui só no sorrizão. Burra!!! O cara é um gato!!
Aliás, é bom deixar claro que ainda não falei da viagem do Pacific até agora, porque não tinha internet pra botar as fofocas náuticas no ar.
Diga-se de passagem, mesmo, que foi uma loucura minha estréia em Cruzeiros. Caraca! Mareei legal! Danei a comer a tal da maçã verde que meu médico disse pra comer e não tomar qualquer remédio para enjôo que pode dar complicação neurológica. Mas depois de vomitar, mas vomitar muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita maçã verde, aportamos em Natal e lá fui eu feito doida pra um tour cilada, mas que me devolveu ao mundo, com um remedinho chamado Meclin.
Atenção senhores passageiros. Vocês que vão embarcar num Cruzeiro, levem na bagagem Meclin. Um santo remédio. Um comprimido por dia e você está novo. Aliás , se tivesse tomado dois dias antes de embarcar não teria sentido nada. Alô CVC avisa pra todo mundo consultar o médico e ver se dá pra tomar Meclin ou outro remédio pra enjôo. Porque todo mundo enjoa em navio. Todo marinheiro de primeira viagem dança. E não é vexame. Tripulante velho às vezes paga mico! Não fica chato avisar não. Ninguém vai deixar de viajar por isso. Pode deixar sim de viajar outras vezes, se não for salvo a tempo por alguém que já embarcou em outras furadas do gênero. Olha que ouvi e vi muita gente dizendo que não entraria mais em um navio nem morto, até... a descoberta do Merclin.
Pois bem isso será o tema de meu próximo texto. Amanhã vou botar tudo no ar.
Gente, não deu para botar o blog no ar. Mas estou aqui escrevendo os meus sentimentos em relação a cultura e ao ambiente. Amanhã vou tentar botar tudo no ar.
Mas voltando a Noronha...
Que decepção. 40 anos depois e vejo uma população favelizada, com a dignidade roubada pelo poder público!!!
Gente há 40 anos o índice de analfabetismo era ZERO!!! Hoje, os pais mais conscientes pensam em mandar os filhos com 6 anos para o continente para conseguirem ESTUDAR!!! É mole???!!!
Dinheiro não circula na ilha, só pelo “turismo”, caríssimo e sem infra alguma. Como descreve o Guia Brasil 2008: “Cenário tailandês, preços parisienses, com serviços que abusam do jeitinho brasileiro.” É fogo!!!
Meus colegas de escola (ah! O grupo escolar que estudei foi derrubado por algum maluco que andou por lá e transformou tudo numa pracinha, o que aliás é muito mais educacional!), filhos de pescadores, cabos ou sargentos que trabalharam com meu pai, estão numa situação bem ruim. Tendo de comprar água pra beber a R$ 20,00 o galão de mineral de 20 litros; gás a R$ 54,00; e água doce continua um problema: é desalinizada por um equipamento. Havia dois na ilha, mais um quebrou ... Agora só tem água na ilha de 5 em 5 dias. Ah! Nos dois dias que estive lá era dia NÃO , de água. Não havia um banheiro possível de ser usado.
Outro detalhe bastante ecológico: alô IBAMA???? A energia elétrica da ilha é fornecida por uma usina a diesel. SOCORRO!!!!!!!!!!!!! Há 40 anos era assim, mas as 22 horas a luz ia embora. Que que é isso, senhor presidente?
Lulaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!! Aproveita que vai passar uns dias na ilha e dá uma olhadinha nisso.
Energia Eólica é o nome da solução. E isso, o Governo de Pernambuco sabe, pois tem um catavento lá. Tinha dois. Mas um quebrou e ninguém mandou consertar. Fica mais legal resolver com diesel. Rola dinheiro e fica mais fácil de desviar, né??? O vento não cobra nada e não cobrar nada faz toda a diferença para nossos dirigentes corruptos.
Estou revoltada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Sacanearam a minha ilha!!!! Mataram o sonho da minha infância!!! A coisa é tão doida que ouvi de uma guia pé descalça: “No tempo dos militares a gente era feliz e não sabia! Tinha hospital, dentista, escola, dignidade. Hoje a gente não tem nada. Apenas sobrevive até o dia que os homens quiserem.” (leia-se o governo de Pernambuco o irresponsável pela administração da ilha).
Hoje eu não desci em terra. Resolvi ver a Ilha pelo mar. Passeio de barco bem cedo pois vamos partir ao meio dia.
Mas antes, Lulaaaaaaaaaaa!!! Olha Noronha com carinho. Não como se fosse um livro e sim algo que você goste de verdade. Da mesma maneira que eu gostei de você a vida inteira e acreditei que você fosse mudar nosso país. Votei em você acreditando nisso!!! Então agora te faço um pedido: dá uma olhadinha em Noronha???!!!
Estou de saco cheio de tanta promiscuidade política! Tanto desmando. Tanta hipocrisia!!! Hoje pra ter filho em Noronha, tem de sair da ilha com 7 meses de gravidez e ir para o continente (leia-se Pernambuco). O hospital não faz nem parto!!! Pode???
Há 40 anos fazia. Nascia gente, e como nascia, em Noronha. Hoje ninguém nasce lá. Não nasce ninguém, mas a população aumentou de 1500 para 3500 fixos e uma média de 5000 com a flutuante. Sem contar com o Pacific de outubro a março que leva pelo menos uma vez por semana uma média de 600 turistas para ver a maravilha tombada pela Unesco como Patrimônio Ecológico da Humanidade. Que vergonha!!!
Tombam a ecologia e derrubam o ser humano. Também pra quê, né IBAMA?, o homem é um bicho de merda mesmo!!!!????
Preservar pra quê? Pra Ele (homem) pensar, questionar, mudar, e sacar os sacanas que mandam nele???
Educar, dar saúde e alimentação é bobagem. Dignidade pra quê???
Lembro que aos 9 anos ninguém na ilha comprava peixe. Os barcos pescavam, davam de graça para a população (óbvio) e o que sobrava era exportado para Recife e para o exterior.
Agora não! Quem mora na ilha tem que comprar peixe!!! Putz! Comer caranguejo, nem pensar. Quem for pego pegando caranguejo, multa de R$ 30,00 por bichinho.
Fala sério!!!
O saco realmente encheu!!!!!!!!
Noronha deu pra ti, como diriam os gaúchos!
Agora a ilha é das tartarugas, dos golfinhos, dos caranguejos. Do IBAMA! Do Governo de Pernambuco!!!
Legal né? Os nativos têm o direito de um terreno na ilha. Mas os especuladores pagam pelo pedaço de terra para explorar por um determinado tempo. Até a fonte secar, provavelmente.
Ao nativo, na miséria, só resta aceitar o dinheiro para dar o que comer a família. E os caras constroem como querem e derrubam o que querem. A ilha está favelizada. Feia! Horrorosa!!!
Um ex-administrador da ilha e do IBAMA ganhou um terreno show na ilha e não era nativo. Aquele jeitinho brasileiro. Hoje é “dono” de uma pousada com diárias beirando os R$ 2 mil, e sócio de gente famosa. Bobagem. Isso é que é preservação ambiental. A pousada tem até ISSO 14001. ECOLÓGICA!!! UAU!!!!!!!!!!
Pára com isso, gente boa!!! Acorda!! Tá pensando que a gente é burro!
Nem a gente nem o estrangeiro.
Morri de vergonha conversando com os gringos no navio. Todos sacaram a sacanagem dos governantes brasileiros. A ilha é um engodo! Para preservar de verdade tinha que fechar a visitação a terra. Colocar um pequeno grupo de ambientalistas vivendo ali e cuidando de tudo a um custo mais baixo. Aliás, o turismo só seria feito com navios e barcos. Ninguém poderia descer na ilha. Poderia passear de barcos que buscariam os turistas nos navios. O lixo produzido seria levado de volta ao navio. Os navios continuariam pagando a taxa de turismo cara paga por cada passageiro. Isso sustentaria o projeto ambientalista e os pescadores da ilha
Os verdadeiros nativos que voltariam a ter uma vida digna. Aquela pequena população de 500 pessoas mais ou menos. Como há 40 anos. Todos com escola, saúde e educação do tamanho que a ilha comporta.
Agora, outra saída é: quer ser um destino turístico???? A ilha como um todo e ainda por cima ser preservada? É só entregar para a iniciativa privada e cobrar caro por isso. Garanto que em pouco tempo, haverá solução para tudo. Claro que o IBAMA ou qualquer outro órgão fiscalizador do meio ambiente continuaria atuando. Mas atuando de verdade, sem falcatruas. Sem terreninhos para ex-ativistas. Há! Há!! A coisa funcionaria. Pois um empresário com consciência ecológica, que vive do meio ambiente tem o maior interesse na preservação. Pois seu negócio depende disso. Agora é bom verificar direitinho se o negócio é mesmo esse, pois neste país, cada vez mais nem tudo é como parece. E os rabos estão cada vez mais para fora e fáceis de serem descobertos.
Em tempo! O mar. De dentro d’água Noronha continua um sonho. O banho de mar no Sancho, a volta na Rata, a Sapata, o Buraco da Raquel, tudo continua lindo. Os Golfinhos... Uau!!! Isso, o IBAMA preservou super bem. O que prova que ainda existe gente séria em todos os lugares. Pena que não estão em todos os lugares como deveriam estar. Nosso País seria cada vez mais lindo.
Ah! Lulaaaaaaaaaaaaa!!! O lado marinho de Noronha tá lindo. Veja só a questão da terra. Esou te aguardando. Valeu???
Deixa eu ir que o comandante Felipe está chamando para zarpar. Adeus Noronha! Se der eu volto, mas só para ver o mar....
Dia 30 de novembro de 2007. Estou em Recife, embarcando no navio Pacific rumo a Fernando de Noronha, com paradas em Natal e Fortaleza. Seis noites em uma cabine com vista para o mar. Cama de casal para meus pais, que comemoram Bodas de Ouro! É mole? Imagina eu assistindo isso?? !!! He! He!!
Pois bem, minha cama fica em cima. Aérea. Mas show. Muito confortável. A cabine tem tudo que precisamos. Pelo menos o eu preciso. Moraria nela sem o menor problema.
TV, escrivaninha... Faltou um frigobar. Tem cabine que tem frigobar. A nossa deveria ter, mas não tem. Sem problemas. Já foi uma loucura conseguir esta cabine. Viríamos numa suíte, mas meu irmão demorou para dar a resposta se racharia comigo as despesas da viagem e com isso perdemos a super suíte com varanda e tudo. Mas tudo bem estamos aqui e é o que importa.
Tudo ótimo, por enquanto, né? Pois a coisa vai esquentar. Minha mãe vai enjoar que nem louca e eu no primeiro dia comi tanta maçã verde, mas não deixei de ficar verde. Vomitei feito louca, nem percebi o jantar e a paquera que rolava entre um tripulante e euzinha. Que tolinha. Enjoando e marcando. O máximo da paquera foi eu pedir uma “maçãzinha” e ele me atender. Lindo!!!
Mareando, no dia seguinte, paramos em Natal. Salvamento internacional. Um tour meio roubada, mas que deu pra salvar a vida de muita gente no navio. A parada foi suficiente para comprar dois remédios um para segurar a onda da minha mãe, que uma menina do staff deu de amostra para salvar a mamãe na primeira noite (um genérico do ) e um santo remédio que eu comprei pra mim e que deveria ter tomado antes de sair de casa conforme uma amiga médica me recomendou: Meclin 25 mg, 1 comp. ao dia. Show. Nem mais um minuto de enjôo. Viagem feliz garantida.
O balanço e a doideira do mar continua tudo igual. Aliás, saquei porque liberaram tudo, inclusive bebida alcoólica. A gente fica totalmente bêbado sem beber nada no navio. Só depois de acostumar muito que deve dar pra beber umas. Aliás, no terceiro dia já mandei pra dentro umas caipirinhas muito boas na boate Skylab. Tudo sob controle. O balanço é ótimo para dançar.
A parada de Natal, dia 1º de dezembro, foi legal, Um almoço na Praia de Ponta Negra comendo um rodízio de Camarão (R$ 25,00 por pessoa). Show!!! Feirinha no maior Cajueiro do Mundo, onde comprei uma bolsa linda (R$ 20,00), feita de tapete de tear! Um artesanato bonito com preços honestos. Meu pai comprou uma camiseta na cor de algodão cru, muito bonita também. Comprei castanhas baratíssimas (R$ 8,00 o quilo). Tomamos duas águas de côco e um café expresso: R$ 5,00. Muito bom. Quero voltar a Natal com calma. E vou voltar. O lugar é legal que apagou a má impressão do city tour roubada vendido no navio a R$ 45,00 por pessoa, que saiu com mais de uma hora de atraso e o carro com super-lotação ( 11 pessoas xuxadas dentro de uma van) que pegou fogo e teve de ser trocada e quase não leva a gente até a praia. Não fosse eu a gritar junto com um casal, duas senhoras, mais a minha mãe ficariam trancadas durante uma hora dentro do ônibus. Mas o bom senso do motorista prevaleceu e pediu ao seu chefe para nos deixar na praia e nos buscar uma hora depois. Porque a gerência da representante da CVC em Natal falou alto no rádio que era isso mesmo que iria acontecer. Quem não pudesse descer na praia que ficasse no ônibus. Êpa!!! Êpa!!! Na hora de vender para a turma da terceira idade ninguém disse que eles seriam sacrificados durante uma hora em sol escaldante e ainda pagariam R$ 45,00 cada um por isso. Gente!!! Eu não fico calada mesmo!!! Paguei e pago por qualquer serviço que me for vendido, mas vamos cumprir o prometido. Alô CVC !!!! É bom puxar as orelhas do seu receptivo em Natal: a Look, que aliás é a mesma de Recife, que também deu um furo homérico logo de cara. O guia que nos deixou no Hotel Dorisol, em Jaboatão, no dia 29 de novembro, esqueceu de um detalhezinho simples, nos avisar que no Nordeste não tem horário de verão. Resultado: no dia seguinte, meus pais, eu e um casal de portugueses deixamos nossos apartamentos com duas horas de antecedência e ficamos na recepção do hotel feito tontos morrendo de fome achando que iríamos almoçar no navio.
Ledo engano. Quando liguei para a Look, a informação é que não havia atraso. Que ainda eram 13 horas e 30 minutos e o combinado era nos pegar às 14h30. Portanto, faltava uma hora. Deixa pra lá. Começamos mal. Já que estávamos assim, ficamos conversando com os novos amigos portugueses matando o tempo. Até que uma simpática guia nos pegou. E desculpou-se pelo erro do colega. Mas comuniquei que iria falar com a CVC.
Rumo ao Porto de Recife, vamos embarcar no Pacific. Tudo tranqüilo. Carregadores, euforia, ônibus até o navio. Quanta ansiedade...
Chegamos ao Pacific. Muito Bom. O início eu já contei. Depois conto como foram os dias no navio depois de Natal. Parada em Fortaleza. Não descemos. Um dia e meio de navegação até Noronha. Um dia e meio em Noronha e mais ½ dia até Recife e fim de viagem.

Tem uns três dias que estou tentando escrever... Ou melhor, deglutir uma “paradinha”, como diria minha filha, que “rolou” com um amigo:
Não entendi nada! Quer dizer: Tô começando a entender tudo!
A vida é muito engraçada. A gente entra de cabeça nas relações e...normalmente, quando o investimento emocional é alto, (putz!) quebra a cara. Quando o correto seria , no máximo, quebrar a cabeça, né? Rssssss
Pois bem. Esta semana quebrei a cara feio com uma relação de uns 300 anos. E olha que eu não gosto de exagerar!!!!!! Entendi uma frase que um amigo me falou certa vez, que um conhecido maestro teria dito a ele: “É bom abraçar os inimigos para saber exatamente onde vamos cravar o punhal!”
É isso aí! Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, enquanto inimigo é coisa pra se guardar apertado de encontro ao peito. É...malandro, a coisa é séria. É preciso saber viver!, já dizia o “Rei”.
Depois de anos, acho que estou amadurecendo. Ou seria envelhecendo? Rssssssssss!!! Estou engraçadinha mesmo hoje! Também, depois da porrada!!! Tô bem melhor. Agora só dói quando eu repiro. Sabe aquela pontadinha de quem está com uma faca no meio das costas e a pontinha está incomodando um pouco na ponta do externo? Pois é, mas já está ficando bom.
A gente acostuma com tudo. Inclusive com o que é ruim!!! Com gente ruim!!! Porque gente ruim dura pouco. Sofre, fofoca, cria verdades e...pior, acredita nelas. Vive que nem bichinha , como diria meu “neuro”. Bichinha é foda!!!
Mas este desabafo de hoje é só pra dizer que voltei. Aqui é meu lugar. Estou na área. Se derrubar é pênalti!!!
Estou linda, loura, japonesa e despachada. Curtindo minhas férias no Nordeste e... a bichinha, pobrezinha, continua lá, com a faca na mão tentando se achar. Tá se achando!!! Rssssssssssss!!
E a minha dorzinha já passou.
Estou comendo camarão, tomando caipirinha e vendo um país que eu ainda tenho a maior FÉ. Bem diferente da fé que eu tinha na tal relação de amizade que acabou esta semana.
Foi ruim. Mas é muito bom.
29/11/2007 virada para 30/11/2007
Nossa!
Hoje passei parte do dia escolhendo músicas para colocar no meu MP3.
Vou viajar de férias depois de 14 anos, tenho que ter um repertório especial para as “merecidas”.
Olha que a Marisa Monte permanece em minha cabeça.
Fiz uma bela seleção que no final era o roteiro do UNIVERSO PARTICULAR.
É mole??
Ainda bem que é...
Aguardem, vou fazer um diário de bordo para que os amigos possam me acompanhar nessa jornada.
Recife, Natal, Fortaleza, Fernando de Noronha.
Desce do navio.
Avião: Fortaleza, Jericoacoara, São Luiz, Lençois Maranhenses.
Aí já posso voltar pra casa.
R E L A X A D A!!! E....
Começar 2008 com muito gás e muita produção boa.
Teatro: DOM QUIXOTE, com Edson Celulari; AS FAVAS COM OS ESCRÚPULOS, com Bibi Ferreira, Juca de Oliveira e Adriane Galisteu; CADA UM COM SEUS POBREMAS, com Marcelo Médice; e vai por aí a fora. Muita coisa boa, com gente ótima! E astral melhor ainda!
Parcerias que ficaram: Porcão, La Benedicta, Mercure Brasília Líder.
Gente que não posso esquecer: Fernanda, Dr. Marchesini, Gebrim, Rosana (Rô), Luc , Deva e Cassius. Luizinho e Marcelo duas peças fundamentais, heranças de 2006 que um maluco me deu de presente. O que prova que nada é totalmente ruim... Aquisições novas e um imenso resgate que começou ainda em 2006, não é Nanda, minha irmãzinha? Obrigada a todos vocês.
Gente nova também na família: Olá Aylla!!! Entra que a casa já é sua. Quem te traz é alguém tão especial que a mão vive no meu coração.
Fala Dadá! Alô! Que saudade!!! Cai dentro mais baixa que você será sucesso! Já é! Só falta acreditar mais!!!!
Meu irmão tá mais perto. Legal, gosto disso!
Amigo é coisa pra se guardar: Cláudio, Elair e WL. Continuem aqui do meu lado.
E a galera da net. Quanta gente que ficou mais próxima, graças a essa tecnologia que quando falta nos deixa loucos!!! Somos totalmente dependentes, químicos? Não, técnicos!!!
Já falei pra cacete!!!
Fiquem com a imagem de Noronha, porque é pra lá que eu vou voltar. Saca só eu na frente pequeninha de maiô amarelo. Show!!!
Lá vou eu!!!!!!!
Um beijo sempre.

Brasília, 26 de novembro de 2007
Sheila Aragão

Não tem cortina, mas tem!
Num silêncio absoluto ela solta a voz macia, firme e absolutamente afinada. Rara.
Desde 1988 não a via no palco. Disco? Todos. Palco? Nada.
Quanta perda de tempo...
No Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, numa produção impecável dos irmãos Rogério e Rodrigo Amaral junto com Marcelo Piano, Ela entrou em cena para ficar.
Se alguém ainda procura A VOZ da MPB, tá perdendo o maior tempo. Ela está aí há quase 20 anos MARAVILHOSA. Descoberta de Nelsinho Motta. Esse cara só coloca bola na rede!!!
Tudo é lindo nesse UNIVERSO PARTICULAR, que está terminando turnê iniciada em 2006 e já rodou o Brasil e o mundo com total empatia com o público. ELA é DEMAIS!!!
Uma frustração? Não ter produzido este show.
Uma alegria? Por não ter produzido este show, poder ter visto este show. Quem produz não vê. Só Ensaio Geral.
Um desfile de boas músicas, iniciado pelo primeiro LP (Bolacha preta, é mole?), daqueles que os sobrinhos pequenos olham e dizem: “Caraca! Que CDzão!!!”; passando pelo “Beija Eu” , “Tribalistas”; Velha Guarda do Samba, aquele Samba de Raíz que poucos cantam no País; até este Universo Particular que me fez chorar.
Tudo!!! Tecnologia, bom gosto, escolha do repertório, músicos. Tudo impecável!!!
Marisa música, Marisa Intérprete, Mariza diretora musical, Marisa diretora do espetáculo. Múltiplas Marisas que me fizeram chorar.
Marisas que fizeram passar por mim, e por muita gente no Centro de Convenções, praticamente lotado na sua capacidade de 3 mil pessoas, que também chorava igualzinho a mim, um festival de sensações ÓTIMAS!!!! Choro, Muito choro disfarçado. Só que chegou uma hora que cansei de disfarçar e chorei mesmo. Um choro de celebração de um encontro comigo mesma. Algo em mim que ficou perdido num passado pouco distante, mas que Marisa recolheu pelo caminho, nunca me deixando só.
“Já sei namorar. Ja sei beijar de língua Agora, só me resta sonhar.
Já sei onde ir...Já sei onde ficar...Agora, só me falta sair .
Não tenho paciência pra televisão . Eu não sou audiência para a solidão.
Eu sou de ninguém . Eu sou de todo mundo...E todo mundo me quer bem. Eu sou de ninguém . Eu sou de todo mundo...E todo mundo é meu também.”
Foi das melhores coisas que me aconteceu nos dois últimos anos. Reacendeu a chama de querer escrever, celebrar a Arte.
A mesmice tem cura!!!
E com um coral de 3 mil vozes, Marisa fechou a cortina. Saiu de cena da mesma maneira que entrou... Com a voz no AR...
“Você é assim um sonho pra mim, você é assim...”
Brasília, 25 de novembro de 2007
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